A Augusta e Benemérita Loja Maçônica Fraternidade Campista surgiu da fusão das Augustas e Respeitáveis Lojas “FIRME UNIÃO”, “GOYTACAZ” e “HONRA A SALDANHA MARINHO”. Na Loja Firme União a fusão foi aprovada em 25/04/1913, na Loja Goytacaz a fusão foi aprovada em data desconhecida, provavelmente, na última semana do mês de abril de 1913 e na Loja Saldanha Marinho em 28/04/1913. O Rito adotado para a realização dos trabalhos foi o Moderno.
A posse da primeira Diretoria ocorreu em 25/06/1913. Essa diretoria foi constituída pelos seguintes Irmãos: Venerável Mestre: Dr. Arthur Emiliano Costa, 1º Vigilante: Cel. Henrique Martins de Oliveira, 2º Vigilante: José Carlos Pereira Pinto, Orador: Dr. João Izidro da Silva Vianna, Secretário: Alberto Horácio de Almeida Franco, Tesoureiro: Cap. Vicente Onório de Almeida, Chanceler: José Francisco Pereira Lobo,1º Experto: Adolfo Feydit, 2º Experto: Eudoxio de Brito Falcão, 3º Experto: Manoel Ritter Vianna, Hospitaleiro: João Gimenes Oliva, Mestre de Cerimônia: Joaquim Alves de Oliveira, Porta-Estandarte: Frederico Sperling, Arquiteto: Marcolino Luiz da Costa, Mestre de Banquetes: Flávio Fernandes Medina e Cobridor, José Lopes de Souza Lobo.
Primeira Sessão
Em 20 de junho de 1913, no Rito Moderno, foi realizada sessão eleitoral no Templo da Loja “Saldanha Marinho” situada à Rua Barão do Amazonas nº 51, a primeira sessão da Loja Maçônica “FRATERNIDADE CAMPlSTA” nº 011, tendo como ordem do dia a eleição de sua primeira diretoria. Os lugares em Loja foram preenchidos, provisoriamente, pelos seguintes membros: Venerável Joaquim Simões David, 1º Vigilante: Antônio Epifânio de Mello, 2º Vigilante: Alberto Horácio de Almeida Franco, Orador: Dr. João Izidro da Silva Vianna, Secretário: José Francisco Pereira Lobo. Realizado o pleito, foram eleitos os seguintes irmãos: Venerável Mestre: Dr. Arthur Emiliano Costa, 1º Vigilante: Cel. Henrique Martins de Oliveira, 2º Vigilante: José Carlos Pereira Pinto, Orador: Dr. João Izidro da Silva Vianna, Secretário: Alberto Horácio de Almeida Franco, Tesoureiro: Cap. Vicente Onório de Almeida, Chanceler: José Francisco Pereira Lobo,1º Experto: Adolfo Feydit, 2º Experto: Eudoxio de Brito Falcão, 3º Experto: Manoel Ritter Vianna, Hospitaleiro: João Gimenes Oliva, Mestre de Cerimônia: Joaquim Alves de Oliveira, Porta-Estandarte: Frederico Sperling, Arquiteto: Marcolino Luiz da Costa, Mestre de Banquetes: Flávio Fernandes Medina e Cobridor, José Lopes de Souza Lobo. Duzentos e noventa e três irmãos passaram para o Quadro de Obreiros da Loja “Fraternidade Campista”. Constando no respectivo registro, a nacionalidade, data de nascimento, profissão, estado civil, nomes das Lojas de origem, data da iniciação e o Grau de cada Irmão.
Regularização da Loja
No dia 02 de agosto de 1913, com a presença do Delegado representante do Grão-Mestre da Ordem General Lauro Sodré, foi legalmente regularizada a “FRATERNIDADE CAMPISTA N° 0011”. Compuseram a Comissão Regularizadora os seguintes membros: Venerável Mestre Feliciano Vieira; 1° Vigilante: Joaquim Simões David, Orador: Sebastião Viveiros de Vasconcelos; Secretário: José Tancredo Pereira Lobo.
Consta no Boletim n° 05, do mês de maio de 1913, do Grande Oriente do Brasil, que a fusão das três Oficinas do Oriente de Campos, RJ, fora reconhecida como acontecimento digno de nota e prova de grande tolerância Maçônica, assim também notificou o Boletim n° 06 do mês de junho de 1913, que a Loja Maçônica “FRATERNIDADE CAMPISTA” com a legenda “Homenagem a Saldanha Marinho”, continuaria contando com a antiguidade da mais velha e sendo, ainda, notificado pelo Boletim nº 07 do mês de julho do mesmo ano, da já citada Potência Maçônica, que o Ato 257 do Grão-Mestre Lauro Sodré declarou que à Respeitável Loja Maçônica “FRATERNIDADE CAMPISTA” do Oriente de Campos, RJ, resultante da fusão das Lojas “FIRME UNIÃO”, “HONRA A SALDANHA MARINHO’ e a Respeitável “GOYTACAZ”, continuaria a pertencer o título de Benemérita da Ordem. A Loja “FIRME UNIÃO”, foi declarada Benemérita da Ordem em 24 de março de 1886.
Títulos E Condecorações Recebidas
Do Grande Oriente Do Brasil:
Benemérita da Ordem em 24/03/1886
Grande Benfeitora da Ordem em 21/08/1923
Estrela da Perfeição Maçônica em 08/05/1974
Estrela da Distinção Maçônica em 10/05/1974
Cruz da Perfeição Maçônica 16/02/2005
Grande Estrela da Distinção Maçônica 25/06/2018
Da Soberana Assembleia Federal Legislativa:
Condecoração “Pedra Filosofal” em 15/05/2015
Do Supremo Conselho Do Grau 33 Para o Rito Escocês Antigo e Aceito:
Medalha Dourada – 17/05/2012
Veneráveis Mestres Das Lojas
“Firme União” e “Fraternidade Campista”
01 — Manuel da Assumpção Pereira – 1830/1836
02 – João Bernardo de Andrade e Almada – 1837/1839 – 1842/1850
03 — Vigário João Carlos Monteiro – 1840/1841 – 1861/1866
04 — Joaquim Pinto Neto dos Reis – 1854/1858
05 — José Custódio Osório – 1859/1860 – 1867/1883
06 — Dr. Francisco Portella – 1887/1893
07 — Pedro Ramalho (Comerciante) – 1893/1894
08 — João Manoel dos Reis – 1895
09 — Dr. Emílio Feydit -1883/1884 – 1885/1886 – 1896/1897 e 1898 – 1912
10 – Pedro Ramalho — 1898/1904 (cisão)
11 — Henrique Martins de Oliveira – 1912/1913
12 – Arthur Emiliano Costa (Advogado) – 1913/1914 -1914/1915
13 — Antônio Dias Torres – 1915/1916
14 — Joaquim Lopes Martins – 1916/1917
15 — Gregório Pereira de Miranda Pinto 1917/1918 – 1919/1920
16 — Dr. Domingos de Azevedo 1918/1919 – 1921/1922 – 1924/1925
17 — Dr. José Freitas 1920/1921 – 1930/1931 – 1936/1937
18 — Dr. César Nascentes Tinoco 1922/1923
19 — Dr. Gastão de Almeida Graça 1923/1924 – 1925/1926
20 — Armando Ritter Vianna 1926/1927- 1928/1929
21 — Joaquim Alves de Oliveira 1927/1928 – 1938/1939
22— José Paes de Azevedo 1929/1930
23 — João Izidro da Silva Vianna 1931/1932
24 — Paschoal Raso 1932/1933 – 1933/1934
25 — Bartholomeu Lyzandro de Albernaz 1933/1934
26 — Aquilles Salles Ferreira 1937/1938.
27 — Arlindo Pacheco Gregori Barbeitas 1939/1940
28 — Dr. Izimbardo Peixoto 1940/1941 – 1941/1942 – 1942/1943
29 — Arthur Francisco de Paula — 1943/1944
30— Dr. José Navega Cretton 1944/1945 – 1945/1946 – 1946/1947
31 — Sebastião José de Abreu – 1947/1948
32 — Dr. João Barcelos Martins – 1948/1949
33 —Adauto Rodrigues Seixas – 1949/1950
34 — Benjamim Colares Junior – 1950/1951
35 — Osmar Álvares do Couto – 1951/1952 – 1952/1953 – 1953/1954
36 —Maron Buexem – 1954/1955 1955/1956 – 1957/1958
37 — Francisco de Souza Lima – 1958/1959
38 — Celso Francisco de Souza – 1959/1960
39 — José Francisco Bauer Perrout – 1960/1961 – 1961/1962 – 1962/1963 – 1985/1987 – 1987/1989
40 — Francisco Salles Cordeiro – 1963/1965 – 1971/1973
41 — Clóvis Mendes Leite – 1965/1967
42— Alcino Machado da Silva – 1967/1969 – 1969/1971
43 — Sebastião Gonçalves de Souza – 1973/1975 – 1975/1976
44 — Amaro Bissonho – 1976/1977 – 1977/1979
45 — Darcy Fuly da Silva – 1979/1981
46 — Airton Évio de Souza – 1981
47 — Ronaldo Garcia Brasil – 1981/1983
48 — Nildo Ribeiro do Rosário Filho – 1983/1985 – 1989/1991
49 — Bartholomeu Lyzandro de Albernaz Gomes – 1991/1993
50 — Licínio Correa da Silva – 1994 / 1995
51 — Airton Évio de Souza – 1995/1997
52 — Ronaldo Garcia Brasil – 1997/1999
53 —Alfredo Cláudio Faria Dieguez – 1999/2001
54 — José Jorge de Andrade Fuly – 2001/2003
55 — José Carlos de Araújo Viana – 2003/2005
56 — Airton Évio de Souza – 2005/2007.
57 — Elício Vicente Lemos – 2007/2009
58 — Antônio Carlos Licurgo – 2009/2010
59 —Airton Évio de Souza – 2010.
60 — José Roberto Ramos Menezes – 2011/2013
61 – Maurício Sardinha 2014
62 – José Roberto Ramos Menezes 2014 – 2015
63 Cesar Manoel da Cruz – 2015 – 2017
64 – Arhtur Emílio da Silva – 2017 – 2019
65 – Marcelo Paes Henriques – 2019 -2021
66 – Marcus dos Santos Paes – 2021 – 2023
Aspectos Históricos Do Processo De Fusão
Membros Da Loja “Firme União” Decidem Pela Fusão
O Irmão João Domingues Salgado, em sessão realizada em 15 de fevereiro de 1913, propôs a fusão das Lojas do Oriente de Campos. O Venerável Mestre HENRIQUE MARTINS DE OLIVEIRA em resposta informou que, quanto à fusão, já teve a ideia de reunir todas administrações deste Oriente para tratar de tão grande assunto e, que o Irmão Antônio Joaquim da Costa Portugal já tinha se pronunciado no sentido que fizesse uma sessão tratando da fusão com a Respeitável Loja “GOYTACAZ” — portanto sendo propício a oportunidade, proponho a Loja “FIRME UNIÃO” por maioria dos Irmãos presentes, autorizar a maioria de suas luzes e ou se entenderem com as luzes de suas coirmãs para estudarem dentro do Código Maçônico as bases para unificação da Maçonaria Campista, trazendo-os a uma sessão especialmente anunciada para serem discutidas”.
Já na sessão de 28 de março do mesmo mês e ano, referente ao pedido de fusão das Lojas já citadas, foi feita a leitura de prancha assinada pelos Irmãos Adolpho Feydit e Antônio J. da Costa Portugal, propondo que fosse enviada prancha para todas as Lojas do Oriente de Campos solicitando a se pronunciarem sobre a conveniência, a bem da Ordem, de ser feita a fusão das mesmas. Com esta iniciativa buscou-se dar transparência à proposta que estava em discussão por alguns irmãos. A ausência de informações disponíveis para todos estava provocando mal entendidos e prejudicando o regular andamento dos trabalhos relativos à fusão. Na prancha, também, os signatários sugeriram duas premissas básicas para a consecução do objetivo, seriam estas: a nova Loja adotar título diferente de qualquer uma já existente, visando a afastar qualquer ideia de supremacia ou predomínio e que a nossa Oficina sugira a adoção do Rito Francês mas que, imbuída de elevada solidariedade maçônica, trabalhe para a obtenção de consenso com relação a este item.
Na sessão de 18 de abril de 1913, foi lido o parecer da Comissão Central da Benemérita Loja “FIRME UNIÃO”, datado de 05 de abril de 1913, que opinou favorável a proposta de fusão, lembrando que reunidos em família as Luzes e Dignidades das três Lojas deveriam decidir sobre o título distintivo e o rito que seriam adotados e que estas decisões fossem apresentadas em sessão que deverá ser convocada com base no com o artigo 228, do Regulamento Geral da Ordem. Também no parecer é citado que não seria mais necessário o envolvimento da Loja Progresso nas iniciativas relacionadas à fusão em virtude de que a mesma não fará parte desta iniciativa.
Assinaram o parecer os Irmãos Antônio Joaquim da Costa Portugal, Manoel Vicente Alves da Silva e demais membros da Comissão. Na oportunidade, informou o Irmão Feliciano Vieira, que aquela sessão era apenas preparatória e, que em outra ocasião seria convocada a extraordinária, como determina a Lei, e leu o Artigo 228 e parágrafos do capítulo sobre a fusão. O Irmão Antônio J. Portugal, demonstrando preocupação, disse que não podia haver conflito a respeito de assunto de tal importância, devendo este ser tratado com harmonia e sem paixão. Antônio Epifânio de Mello, imbuído de otimismo, afirmou que o Irmão Feliciano estava absolutamente certo, e que a maioria dos presentes era favorável e só podendo haver algumas em oposição a tão grandioso ideal, pois na opinião do Orador não devia desaparecer o glorioso e de honrosa tradição o título ‘FIRME UNIÃO”. Após ter sido posto em votação, o parecer da Comissão foi unanimemente aprovado, tendo ficado marcada uma sessão especial para sexta-feira dia 25 do mesmo mês para a aprovação formal da proposta de fusão com o fim de se cumprir as normas legais aplicáveis. Restando pendente, naquele momento, a decisão das demais Lojas quanto ao assunto.
Foi informado ainda que as Luzes e Dignidades da Oficina da Loja havia recebido um aviso de sua co-irmã “HONRA A SALDANHA MARINHO”, de que iam reunir-se em seu Templo as Luzes e Dignidades da co-irmã ‘GOYTACAZ”, para em reunião íntima entrarem em acordo sobre a fusão.
Em Sessão Magna de Iniciação realizada no Templo da Loja “SALDANHA MARINHO”, no dia 11 de junho de 1913, foi iniciado o profano Laudelino Manhães, artista. Na mesma ocasião, foram lidas duas pranchas da Grande Secretaria Geral da Ordem, tendo a primeira concedido o título de Membro Honorário ao respeitável membro do Quadro da “FIRME UNIÃO” — José Bruno de Azevedo e, a segunda constou a comunicação do Grande Secretário da Ordem, Pedro Muniz, cientificando que em sessão ordinária a 09 de junho de 1913, o muito poderoso Sublime Capítulo do Rito resolveu deferir o pedido de fusão da Benemérita Oficina com as Lojas “HONRA A SALDANHA MARINHO” e “GOYTACAZ” e conferir o título de membros Honorários aos Irmãos Adolfo Feydit, Arthur Emiliano Costa, Coronel Henrique Martins de Oliveira e Alexandre Francisco do Nascimento, membros destas Lojas, inclusive constou que a Soberana Assembléia Geral, em sessão extraordinária, realizada em 27 de maio de 1913, resolveu dispensar os emolumentos da fusão, mudança de Rito e Título, no valor de 650$000 (seiscentos e cinqüenta mil réis) e os papéis necessários ao Ato de Regularização seriam remetidos posteriormente.
Fusão, Título e Rito
No dia 25/04/1913 a Loja “Firme União” realizou sessão extraordinária para dar continuidade a fusão das Lojas “FIRME UNIÃO”, “SALDANHA MARINHO” e “GOYTACAZ”, ocasião em que foram decididos, também, o título e rito a serem adotados.
Posto em discussão o título a adotar-se, o de “TRÍPLICE ALIANÇA” foi defendido por Luiz Jorge da Silva Nifer, enquanto os irmãos Manoel da Silva e Souza e Mauro Carneiro optaram por “FRATERNIDADE CAMPISTA”. O Irmão Feliciano Vieira informou, respeitando a opinião de todos, que em sessão extraordinária da co-irmã “Goytacaz” aprovou por maioria o título de “Tríplice Aliança”. Porém o Irmão Aprendiz, Antônio Machado, pedindo a palavra disse que em virtude de ser ele Aprendiz, não lhe era permitido votar, mas se pudesse fazê-lo, votaria pelo título “FRATERNIDADE CAMPISTA”, porque na sua opinião, o título “tríplice aliança” era ofensivo a co-irmã “PROGRESSO”. Colocada a proposta em votação o título “FRATERNIDADE CAMPISTA” foi aprovado por unanimidade. Foi, também aprovado por unanimidade, que fosse colocada à margem dos papéis oficiais e abaixo do título a legenda ”HOMENAGEM A SALDANHA MARINHO” e, que em tempo algum fosse mudado o título aprovado.
Iniciada a discussão do RITO a adotar-se, propôs o Irmão Antônio Gonçalves Ratto, que a opção fosse o RITO FRANCÊS ou MODERNO. Colocado em votação, a adoção do Rito Moderno foi aprovada por unanimidade. O entusiasmo demonstrado por vários Obreiros, demonstrava a certeza do resultado para a Sublime Instituição, desejando na ocasião o Irmão Feliciano Vieira, os mais sinceros votos, pedindo que fossem unidos para serem fortes, entretanto, Antônio Joaquim da Costa Portugal demonstrou profundo pesar por não estar a co-irmã “PROGRESSO” incluída na fusão. Da mesma forma expressaram os Irmãos Orador, Chanceler, Mestre de Cerimônia e Arquiteto.
Assinaram o Livro de Presença 29 irmãos a seguir relacionados: Alberto Horácio de Almeida França, Joaquim Manoel Venâncio da Silva, José Maria Romeiro, Roberto Heidriek, Antônio J, da Costa Portugal, José Francisco Serpa, Amélio Ribeiro do Amaral, José Adriano Pereira, Mauro Carneiro dos Santos, Manoel da Silva e Souza, Antônio Gonçalves Ratto, Antônio Ribeiro Coutinho, Antônio Epifânio de Melo, Luiz Jorge da Silva Nifer, Antônio Machado, João Domingues Salgado, Said Elihek, Feliciano Vieira, Manoel Francisco Nogueira, Joaquim Barbosa Fiúza, Bento José da Costa, Benedito Pereira Gomes de Oliveira, Adolfo Feydit, José Lopes de Souza, José de Freitas, Demétrio Jorge, Frederico Sperlinz, Silvestre de Souza Gomes e Henrique Martins de Oliveira.
Informou Antônio Epifânio de Mello, que a fusão dependia apenas de autorização do Poder Central do Grande Oriente do Brasil.
Foi lido em sessão da ‘FIRME UNIÃO”, em 06 de junho comunicado do Grande Oriente do Brasil, dizendo que em virtude da fusão, ficaria prejudicada com a venda do seu prédio à Avenida 15 de Novembro, 171 e, que ficasse a Loja resultante da fusão, depois de regularizada o direito de impetrar novamente, tendo a sessão transformada em Magna, colando Grau de Mestre, o Irmão Antônio Machado.
Na penúltima sessão da “FIRME UNIÃO” em 13 de junho, propôs Francisco Miguel Freitas, que a Loja nomeasse uma comissão para agradecer a co-irmã “PROGRESSO” a gentileza de ter concedido o seu “Glorioso Templo” para as reuniões da loja FIRME UNIÃO.
MUDANÇA DE RITO
Em sessão realizada em 17/03/1956, presidida pelo Venerável Marom Buexem e secretariada pelo Irmão Salvador da Transfiguração Teixeira Pinto, a Loja Fraternidade Campista passou a realizar as sessões no Rito Escocês Antigo E Aceito.
Última Sessão Da Loja “Firme União”
Reunidos no Templo da “SALDANHA MARINHO”, em Sessão Magna de Iniciação, em 11 de junho de 1913, foi iniciado o profano Laudelino Manhães, artista. Na mesma ocasião, foram lidas duas pranchas da Grande Secretaria Geral da Ordem, tendo a primeira concedido o título de Membros Honorários ao respeitável membro do Quadro da “FIRME UINIÃO” — José Bruno de Azevedo e, a segunda constou a comunicação do Grande Secretário da Ordem, Pedro Muniz, cientificando que em sessão ordinária a 09 de junho de 1913, o muito poderoso Sublime Capítulo do Rito resolveu deferir o pedido de fusão da Benemérita Oficina com as Lojas “HONRA A SALDANHA MARINHO” e “GOYTACAZ” e conferir o título de membros Honorários aos Irmãos Adolfo Feydit, Arthur Emiliano Costa, Coronel Henrique Martins de Oliveira e Alexandre Francisco do Nascimento, membros destas Lojas, inclusive constou que a Soberana Assembléia Geral, em sessão extraordinária, realizada em 27 de maio de 2013, resolveu dispensar os emolumentos da fusão, mudança de Rito e Título, no valor de 650$000 (seiscentos e cinqüenta mil réis) e os papéis necessários ao Ato de Regularização seriam remetidos posteriormente.
Foi feita uma prancha de agradecimento à Benemérita Loja “PROGRESSO” pela gentil espontaneidade que lhe concedeu, franqueando o seu Majestoso Templo, por período de quase um ano. Para fazer entrega da prancha, o Venerável nomeou uma Comissão composta dos seguintes membros: Luiz Jorge da Silva Nifer, Mauro Carneiro dos Santos e Antônio Machado; assinado o Livro de Atas, o Venerável Henrique Martins de Oliveira, Alberto Horácio de Almeida Franco, Luiz Jorge da Silva, José da Costa, Mauro Carneiro dos Santos, Antônio Machado, João Domingues Salgado, Adolfo Feydit, Said Assed, Enelihek, Laudelino Manhães e José Maria Romeiro.
E assim, após uma existência de 82 anos de lutas em prol da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e por suas Colunas terem passado ilustres homens da nossa comunidade, tanto do Brasil como do Exterior, a “FIRME UNIÃO” marcou em nossa história, um lastro de importantes feitos realizados pelos seus eminentes membros, dignos de serem perpetuados na lembrança das gerações futuras e de Maçons atuais.
Um Prédio Histórico
Em sessão econômica realizada em 21 de setembro de 1915, foi proposto que se fizesse a compra de um prédio ou terreno, onde pudessem edificar um Templo, com dimensões apropriadas para acomodar o grande número de Obreiros. Foi informado que os herdeiros de Dona Maria Paula Manhães, ofereciam o sobrado à rua 13 de Maio 143 (hoje 103), designaram uma comissão para vistoriá-lo, o que foi feito, e julgado como boa aquisição, sendo liberado a compra pela quantia de R$ 15.000$500 (quinze contos e quinhentos mil réis), porém não dispondo a Loja da importância, ficou aprovado que se contraísse um empréstimo da Sociedade Monte Pio Beneficente da quantia de R$ 10.000$000 (dez contos de réis) a um por cento ao mês, para aquisição do prédio que se efetuou.
Fazendo-se necessária a reconstrução e adaptação do prédio para Templo, foi posta em concorrência a execução das obras. Recebendo a Loja algumas propostas de empreiteiras, já com o preço indicado. Tendo a comissão encarregada de mandar executar as obras, orçada em R$ 17.000$000, as propostas apresentadas deixaram de ser aceitas e, em sessão de 25 de fevereiro ficou deliberado que as obras a serem feitas no prédio fossem administradas pelos Irmãos: Antônio Dias Torres, Henrique Martins de Oliveira, Joaquim Lopes Martins, Alberto Horácio de Almeida, Benedito Paulo dos Santos e Vicente Onório de Almeida.
Em reunião da comissão de obras realizada em 1° de março de 1916, foi nomeado o Irmão Gregório Pereira de Miranda Pinto, para fiscalizar a mesma, missão que levou até o fim, tendo-se inaugurado o Templo em 1917.
Tudo indica que esse prédio, pela estrutura de suas paredes e o grande tamanho dos tijolos que foram empregados em sua construção e também as grandes pedras retangulares colocadas no alicerce indicam que não haviam colunas e vigas de concreto armado. Sendo o referido prédio construído provavelmente entre os anos de 1870 e 1887, no século 19. A reforma e adaptação para servir de Templo, feita em 1916, mostra uma fachada genuinamente maçônica, como se pode ver, olhando lá no alto, por cima de um paredão de 80 centímetros de largura; vê-se também a imponência e o zelo da engenharia arquitetônica da época.
Lá estão 04 tochas, simbolicamente, lançando chamas, e ainda dois globos, tendo em torno dos mesmos uma cinta ou áurea, representando um o sol e o outro a lua.
Ainda na parte superior, em alto relevo, o número 1916 em algarismos romanos, revelando o ano em que foi reformado o prédio. Um pouco mais abaixo, no centro de um triângulo, uma moldura ricamente ornamentada; se encontram no centro da mesma o compasso e, sobre o mesmo o esquadro; tendo ainda pendurado por um fio, o prumo, feito provavelmente com o mesmo tipo de massa. São ferramentas semelhantes às ainda usadas por pedreiros e carpinteiros nos dias atuais. Fazendo as ferramentas, juntamente a outros emblemas, parte do simbolismo realizado nos trabalhos maçônicos. Entre o já citado triângulo e a moldura estão ramos e folhas, que nos parece uma planta conhecida como acácia. Por cima da porta do centro, e também em alto relevo, o sol, emitindo os seus raios resplandecentes. Por baixo das duas janelas laterais, já próximo à sacada, encontra-se um Triângulo em cada lateral do paredão cada Triângulo com um olho no centro; representando o Olho da Onisciência — O Olho que Tudo vê, e para maiores detalhes, se encontram em cada um deles três cravos como se estivessem fixando as peças na parede. E ainda por baixo da sacada, e no centro da mesma, um Pelicano com 07 filhotes. É sem dúvida uma bela construção, ainda pouco observada. Até o ano de 1966, o telhado que cobria todo prédio, era de telha-canal, só em agosto do mesmo ano, o velho telhado foi substituído por telhas francesas; sendo 650 das telhas retiradas vendidas ao Sr. George Farah, pela importância de Cr$9.500,00 (nove mil e quinhentos cruzeiros). O recibo foi assinado pelo tesoureiro, Irmão Alcino Machado da Silva.
As velhas calhas de cobre tiradas dos beirais (entre o telhado e as paredes) foram vendidas a Cr$ 1.700,00 (um mil e setecentos cruzeiros) por quilo, perfazendo o total de Cr$ 55.590,00 (cinqüenta e cinco mil, quinhentos e noventa cruzeiros). O recibo foi assinado pelo Irmão Clovis Mendes Leite. Já em 1981, as telhas francesas que cobriam o Templo, foram substituídas por telhas de amianto (Eternit, para diminuir o peso. Tendo o mestre de obras, colocado grampos de ferro parafusados nas pontas dos barrotes, para evitar que os mesmos continuassem a se desprenderem, e com isso, empurrar ainda mais os paredões para fora.
Permanecendo até os dias atuais, o restante da cobertura do prédio ainda composta por telhas francesas; que segundo constatei em mais de 30 anos, continuam em perfeito estado; precisando provavelmente de uma limpeza e reparos, sobretudo no madeiramento. Um lustre de cristal que se encontra na Sala dos Passos Perdidos, e também dois que estão no átrio, foram encomendados por “MARON & FILHOS”, aos fabricantes NADIR FlGUEIREDO S.A. com escritório central na Avenida Guilhermina Cotcaing, 145, Estado de São Paulo — Brasil. Foram enviados à Loja Maçônica “FRATERNIDADE CAMPISTA”, com notas fiscais datadas de 03 de julho de 1956.
De São Paulo ao Rio de Janeiro, vieram em carros da Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB); e da Central do Brasil, transferidas para um vagão da Estrada de Ferro Leopoldina (EFL), com destino à cidade de Campos-RJ. Consignado a MARON & FILHOS, à Rua João Pessoa n° 103.
– Valor da mercadoria ……………….Cr$ 16.437,00 – Imposto de Consumo ……………..Cr$ 789,00
– Total Geral …………….. Cr$ 17.226,00
Maron Buexem, libanez, 31 anos, casado, comerciante (proprietário de uma vidraçaria), iniciado na Loja “FRATERNIDADE CAMPISTA” em 04 de maio de 1923, matrícula no 205; era Venerável na época Dr. César Nascente Tinoco. Segundo consta em matérias arquivadas, – Maron foi filiado a Loja “ATALAIA DO SUL” e também da Loja “PROGRESSO”, onde prestou bons serviços.
Tem sido muito difícil convencer aqueles que não querem, ou não têm elementos históricos literários, para comprovar a verdadeira data da fundação da Loja “Firme União”, fundada em 16 de fevereiro de 1830.
João Barreto, no seu importante “ANUÁRIO CAMPISTA”, publicado em 1920, inseriu na pág. 102, um relato sobre todas as Lojas Maçônicas, ativas e desativadas em Campos, até aquele ano. Citando, também, a Loja Atalaia do Sul no 00904, fundada em 12 de janeiro de 1909; portanto, a última até ali fundada.
Citando a Loja Firme União como fundada em 12 de maio de 1832.
E ocupava o 11° lugar das Lojas Fundadas no Brasil, que realmente é, porém não confere com a verdadeira data de fundação dessa Loja.
MODERNIZAÇÃO DO PRÉDIO
No decorrer das décadas os irmãos dedicaram ampla atenção à conservação do imóvel, foram realizados serviços de manutenção e reformas periódicas. Nos últimos anos foram realizadas diversas modificações para adequar os espaços visando a instalação de biblioteca na gestão do Venerável Mestre César Manoel da Cruz. Construção de ampla área para o convívio social da família maçônica nas gestões dos Veneráveis Mestres José Jorge de Andrade e José Roberto Ramos Menezes. Recentemente, para atender a necessidade de locomoção dos irmãos, foi instalado um elevador na gestão do Venerável Mestre Marcelo Paes Henriques.
GRANDES INICIATIVAS DA LOJA FRATERNIDADE CAMPISTA
Escola
A Maçonaria no Brasil, logo após o seu estabelecimento, muito se preocupou com o regime político do país.
Conseguida a independência, a Ordem circunscreveu a sua ação na beneficência, para mais tarde tomar iniciativa de propaganda contra a escravidão e, extinta esta, preparou o advento republicano.
Implantada a República, a Ordem despreocupou-se com a política e voltou a prática da beneficência, até que o Senador Lauro Sodré; então Grão-Mestre, concitou as Lojas Maçónicas entrar na campanha que se fazia contra o analfabetismo da população pobre. É bom saber que o Grão-Mestre Lauro Sodré, ocupou o Grão-Mestrado de 1904/1905 – 1911/1912.
Mas no entanto, os membros da Loja “Firme União n° 0011”. Já havia se colocado bem à frente; quando muitos anos antes, e, 1844, criaram a Escola “NOTURNA CAPITULAR FIRME UNIÃO”; com aulas para ambos os sexos.
Provavelmente, a Escola criada em 1844, desapareceu por forças das circunstâncias do próprio tempo. Tanto que em 12 de maio de 1884, os membros da mesma Loja, fundaram outra Escola noturna. E em 31 de dezembro do mesmo ano, já com 148 alunos matriculados. A iniciativa foi felicitada pelo Soberano Grão-Mestre da época. Todas as despesas foram custeadas pelos próprios membros da Loja.
Não se pode negar que o apelo do Grão-Mestre Lauro Sodré, deu grandes resultados; tanto que encontramos no livro “MAÇONARIA DO CENTENÁRIO”, publicados em 1922, a informação que em julho do mesmo ano, havia em 17 estados brasileiros, 132 escolas com 7030 alunos matriculados.
Aqui em Campos, tanto a Loja Progresso, como a Loja Fraternidade Campista, já contaram um pouco da história das suas escolas. Mais vejamos o que consta na página 244, do livro “Maçonaria do Centenário”. — “A escola da Benemérita Loja “Progresso”, ao Oriente de Campos, fundada om 07 de setembro de 1919, funcionando em prédio próprio, com dois cursos — um diurno e outro noturno. No primeiro a matrícula é de 58 alunos e no segundo 73.
Com a manutenção dessa escola, gasta a Loja Progresso anualmente, 6:000$000.
A Loja Fraternidade Campista, também do Oriente de Campos, mantém duas escolas. Escola noturna, “Honra a Saldanha Marinho”, fundada em 1912, com a frequência de 70 alunos, Escola diurna, Fraternidade Campista, fundada em agosto de 1921, com a matrícula de 50 alunos”.
O prédio onde funcionou a escola da Loja Progresso era nos fundos do mesmo terreno, onde se encontra edificado o centenário edifício da Loja, que tem a frente voltada para à Rua Joaquim Nabuco.
Enquanto o prédio da escola, tinha sua fachada principal de frente para a Rua Barão de Miracema (São Bento). Sua fachada era muito bem ornamentada, tinha um grande pelicano, com as asas abertas, e em alto relevo, e de grande beleza arquitetônica.
Em 2004, o prédio da escola foi demolido; servindo atualmente, o terreno como estacionamento de automóveis.
ENERGIA ELÉTRICA NA CIDADE DE CAMPOS
Em sessão realizada no dia 15 de junho de 1883, foi lido uma circular da comissão encarregada dos festejos por ocasião da inauguração da luz elétrica desta cidade, pedindo a confirmação desta Loja, nessa festa de regozijo popular, por proposta do Irmão Carlos Muller, que a Loja nomeasse uma comissão para saudar a inauguração da referida luz, cumprimentar a empresa de iluminação, e o Irmão Dr. Francisco Portella, como iniciador da ideia, fazendo sentir ao mesmo tempo o regozijo desta Loja, por útil melhoramento, para a sociedade em geral; a comissão referida ficou composta dos Irmãos: José da Silva Lopes Monteiro, Guilherme Bolkau e João Antônio da Silva Riscado.
Sessão realizada em 16 de julho de 1883.
Venerável — Emílio Feydit
1° Vigilante — Bernardino Alves Coelho Bastos
2° Vigilante — José Alves Pereira de Mesquita
Orador — João Antônio da Silva Riscado
Secretário — J. G. Vasconcelos
A comissão encarregada de felicitar o Irmão Dr. Portella e a Empresa de Luz Elétrica, por ocasião da inauguração desta luz, em parte cumpriram sua missão, representada pelos Irmãos João A. S, Silva Riscado, entre outros.
I CONGRESSO MAÇÔNICO DO NORTE E NOROESTE FLUMINENSE
Por proposição do Irmão MARCUS DOS SANTOS PAES, em sessão realizada no dia 15 de março de 1994, presidida pelo Venerável Mestre Bartholomeu Lyzandro de Albernaz Gomes, foi aprovado pela assembleia o Projeto instituindo o Primeiro Congresso Maçônico do Norte e Noroeste Fluminense, sendo designada a comissão organizadora constituída pelos Irmãos Bartholomeu, presidente, Marcus dos Santos Paes, coordenador e Ronaldo Garcia Brasil, secretário. O objetivo do conclave era discutir e buscar soluções para inúmeros problemas que afligem a região. De imediato, a ideia foi expandida e encampada pelas demais coirmãs ATALAIA DO SUL, DIGNIDADE E JUSTIÇA, PROGRESSO E FIDELIDADE E VIRTUDE, sendo esta do Oriente de São João da Barra, RJ. O tema escolhido ” A MAÇONARIA E O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL”. O Congresso foi realizado nas instalações do SESC MINEIRO, em Grussai, Município de João da Barra, Estado do Rio de Janeiro e contou com amplo apoio de segmentos da sociedade campista e sanjoanense e dos poderes públicos. Participaram do evento o Soberano Grão-Mestre Geral da Ordem Irmão Francisco Murilo Pinto, os Eminentes Irmãos José Coelho da Silva e Aluizio Batista dos Santos, respectivamente, Grãos Mestres dos Estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, dentre outras autoridades profanas e maçônicas, além da presença considerável de Irmãos de diversos estados. Devido à magnitude e sucesso do conclave, foi o mesmo transformado em II CONGRESSO MAÇÔNICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, sendo na ocasião editada a “CARTA MAÇÔNICA DE CAMPOS” que estipulou diretrizes traçadas nesse marco da Maçonaria Campista.
Loja “Firme União”
REGISTROS HISTÓRICOS RELEVANTES
FUNDADORES
01 — Venerável: Manoel da Assumpção Pereira
02 — 1° Vigilante: Francisco Thomaz Pinheiro
03 — 2° Vigilante: Julião Baptista de Souza Cabral
04 — Orador: Jerônimo Baptista Pereira
05 — Secretário: Joaquim José de Faria
06 — Hospitaleiro: José Ferreira Tinoco
07 — Chanceler (ou Guarda dos Selos): Luiz Mattos Pimenta
08 — 1° Experto: Júlio Lambert
09 — 2° Experto: Hilário de Azevedo Silva Castro
10 — 3° Experto: Domingos de São Bernardo Rocha
11 — Mestre de Cerimônias: Francisco José Miranda Faria
12 — Guarda do Arquivo: Francisco da Silva Leite
13 — Arquiteto: Guilherme Aquitel
14 – Deputado: Vigário João Carlos Monteiro
15 – Tesoureiro: Francisco de Paula Silva Pacheco
16 – Cap. João Bernardo de Andrada e Almada
17 – José Antônio Pereira Palma
18 – Baltazar Caetano Carneiro
19 – Justiniano Pinto
20 – João Hinácio Botelho
Padres Que Pertenceram Ao Quadro
Fundadores
01 — Manoel da Assumpção Pereira, natural de Vitória-ES nasceu no dia 13 de março de 1779.
02 — Domingos de São Bernardo Rocha, monge São Beneditino, natural da Villa dos Arcos, em Portugal, nasceu a 11 de abril de 1780.
03 — Vigário João Carlos Monteiro, natural de Campos dos Goytacazes-RJ, nasceu a 23 de julho de 1799.
04 — José Antônio Pereira Palma, natural de Campos dos Goytacazes-RJ.
Padres Membros do Quadro
Em Iniciação Posterior
05 — Manoel Carlos da Silva Gusmão, natural de Campos dos Goytacazes-RJ, nasceu em 1799; consta como o primeiro iniciado, morava em Guarulhos (Guarus). Eleito ao cargo de Orador na primeira eleição, após a Loja ter sido regularizada e recebido a Carta Constitutiva, datada de 12 de maio de 1832.
06 — João do Desterro Pinto, natural de Vitória, nasceu em 1785, iniciado na Firme União em 26 de junho de 1837.
07 — Pedro da Fonseca Osório, nasceu em 1821, iniciado na Firme União em 22 de dezembro de 1846, natural do Brasil.
08 — Antônio Pereira Nunes, nasceu em 1836, iniciado na Firme União em 04 de novembro de 1861, natural do Brasil.
09 — Inácio da Sá Siqueira, natural de Portugal, nasceu em 1795; admitido na Firme União em 26 de novembro de 1853, por filiação.
10 — Américo Alexandrino de Almeida Campos, natural do Brasil, nasceu em 1809, iniciado na Firme União em 10 de setembro de 1842.
Crise Interna
Agora vamos retroagir ao ano de 1898, quando a Loja FIRME UNIÃO passou por uma grande crise interna. Crise essa que não foi totalmente revelada por questão de ética maçônica.
Era a Loja composta nessa época por 225 membros em seu Quadro de Obreiros.
Consta apenas em seus relatos, que houve um desentendimento entre os seus membros; chegando o mesmo ao conhecimento da administração do Grande Oriente do Brasil, do qual a Loja FIRME UNIÃO era Federada e prestava obediência.
Com isso em sessão Magna de iniciação, no dia 22 de março de 1898, o Venerável Emílio Feydit, informou que havia recebido um telegrama firmado pelo Grande Secretário da Ordem Dr. Henrique Valadares, ordenando a suspensão dos trabalhos da Oficina.
Consta também que foram eliminados em 29/02/1898, pelo Decreto 155, do Grande Oriente do Brasil, 73 Obreiros da Loja FIRME UNIÃO; estavam entre eles: Emílio Feydit, Antônio Joaquim da Costa Portugal, João Renne, José Bruno de Azevedo, Benedito de Azevedo Queiróz…
Porém os membros da Loja, não se conformaram, achando que estavam sendo injustiçados, por não ter o GOB.: tomado conhecimento do que realmente ocorreu em sua Loja, por isso sentiram-se prejudicados com a interrupção dos seus trabalhos.
Tanto que no periódico “FIRME UNIÃO”, no 01, publicado em 10 de outubro de 1898; um Irmão comentou: – “Será a cessação da obra de caridade que a nossa Loja faz às viúvas e aos órfãos de seus irmãos, que se verão, de repente, sem o auxílio, embora diminuto, que lhe podíamos prestar.”
Em 11/07/1898, a Oficina eliminou 61 membros por falta de pagamento e no dia 18 do mencionado mês e ano, a Loja recebeu o Decreto do Grão-Mestre, Antônio Joaquim de Macedo Soares, suspendendo a Loja FIRME UNIÃO, alegando desavenças internas.
O decreto estava datado de 16/07/1898. Mas apesar do Decreto 155, que eliminou 73 membros, incluindo toda diretoria, a Loja continuou a reunir-se e, em 25/07/1898, negou obediência ao Grande Oriente do Brasil, continuando os trabalhos com o Venerável Emílio Feydit.
Já em sessão de 22 de outubro, após terceira convocação, foi lida a proposta traçada na secretaria da Loja nos seguintes termos: “A desligação da Oficina do Grande Oriente do Supremo Conselho do Brasil, ligando-se ou filiando-se ao Supremo Conselho do Grau 33 Federal Italiano no Rito Escocês Antigo e Aceito ao Vale de Seleto, Oriente de Nápoles, representado por sua secção na Capital de São Paulo, de acordo com os artigos II e IV da Constituição do Grande Soberano Frederico II da Prússia”.
Traçado na Secretaria desta Oficina aos 22 dias de outubro de 1898, (assinado) Venerável: Emílio Feydit, 1° Vigilante: José Silva Pereira, 2° Vigilante: Adolfo Porto, Orador: Joaquim Venâncio da Silva, Secretário-Adjunto: José Bruno de Azevedo, Tesoureiro: Henrique Poley.
No dia 16 de novembro, a Oficina recebeu um Decreto do Conselho do
Grau 33, que dizia o seguinte: “São Paulo, 27 de outubro de 1898, nós Grão-Mestre, Grande Comendador da Ordem, única representante do Grau 33, Federal Italiano de Seleto, constituído legalmente nesta Capital de São Paulo, Estados Unidos do Brasil, vem decretar o seguinte Decreto no 3: Autorizo e reconheço como legalmente constituído a Augusta Loja Capitular FIRME UNIÃO, do Oriente de Campos, Estado do Rio de Janeiro, podendo regularmente trabalhar no Rito Escocês Antigo e Aceito, firmo o presente Decreto para que todas as Lojas regulares vos reconheçam como legal, digna e legitimamente constituída, nesta data ordenei o Grande Secretário da Ordem que comunicasse aos Altos Corpos estrangeiros e Lojas de obediência dos Supremos Conselhos; o Supremo Arquiteto do Universo o guarde, são os votos do nosso Irmão Grão-Mestre, Grande Comendador da Ordem, Cesar Pitere.”
O Grande Secretário da Ordem — Marquês de Pombal (nome de guerra).
A Sessão Magna de Regularização se deu no dia 26 de novembro, pelo Decreto no 05, que foi lido de pé e à Ordem, logo após o Ato, foi ‘levantado um “viva” ao Grande Oriente de Nápoles, isto no ano de 1898.
A Divisão Em Dois Grupos
Após cientificar aos leitores parte dos acontecimentos entre os 73 membros, eliminados pelo Grande Oriente do Brasil, esclareço os fatos ocorridos com os membros eliminados pela Loja FIRME UNIÃO, em 11 de julho por falta de pagamentos; sendo que no dia 11 de novembro do mesmo ano, o referido grupo de Maçons reuniu-se no Templo da Loja “Honra a Saldanha Marinho”, e apoiados pelos maçons da mesma Loja e, sob a jurisdição do Grande Oriente do Brasil, e usando o mesmo título de Loja FIRME UNIÃO, realizaram uma sessão extraordinária com objetivo de tratar de assuntos referentes as suas permanências e fidelidade ao Grande Oriente do Brasil, e usando o mesmo título de Loja FIRME UNIÃO, realizaram uma sessão extraordinária com objetivo de tratar de assuntos referentes as suas permanências e fidelidade ao Grande Oriente do Brasil; preencheram os cargos interinamente com os seguintes irmãos: Venerável — Pedro Ramalho, 1° Vigilante — Feliciano Vieira, 2° Vigilante — Agostinho Raposo, Orador — João Machado Faria, Secretário — Antônio Epifânio de Mello; no entanto, não se fez a leitura da Ata, em razão do Livro ter ficado com o grupo que jurisdicionou-se ao Grande Oriente de Nápoles, assim como os móveis, imóveis e todo o patrimônio da primitiva Loja FIRME UNIÃO. Foi lida uma prancha do Grande Secretário Geral da Ordem, acompanhado do Decreto que reabilitou a Loja: “Considerando que cessaram os motivos que determinaram o Ato de 16 de julho último, suspendendo provisoriamente a Loja FIRME UNIÃO, fez-se também a leitura da 2ª prancha, participando ter a Grande Assembléia em sessão de setembro, anulado a Ata da Oficina, realizada em 11 de julho último que eliminou 61 Obreiros incursos no Artigo 148 (falta de pagamento), pois a Oficina não poderia ter feito por estar funcionando irregularmente, em desobediência à Autoridade Superior.
A notificação do decreto foi traçada no Gabinete do Grão-Mestre da Ordem, Antônio Joaquim de Macedo Soares e Dr. Henrique Valadares, Grande Secretário Geral da Ordem.
Já no dia 29 de novembro, em segunda reunião no Templo da mesma Loja, realizou-se a sessão de eleição, como previamente anunciado, sendo a mesma posta em execução, com os seguintes resultados: – Venerável Pedro Ramalho, 1° Vigilante — José Pereira da Mata, 2° Vigilante João Carlos Leombom, Orador — João Francisco do Carmo, Secretário —Antônio Joaquim Teixeira Duarte, Tesoureiro — Cristiano do Amaral Costa, Deputado — Alfredo Ferreira de Souza.
Ficando assim composta a diretoria desse segundo grupo de maçons, e sob a jurisdição do Grande Oriente do Brasil e, se considerando legalmente membros da Loja FIRME UNIÃO, moveu-se uma ação na justiça profana que arrastou-se por vários anos, no sentido de reaver os bens da Loja que se consideravam com legítimos direitos; tanto assim que diziam eles: “A Loja FIRME UNIÃO sob os auspícios do Grande Oriente de Nápoles é outra, e nesse caso, nós que éramos e somos da Loja “FIRME UNIÃO” sob os auspícios do Grande Oriente do Brasil, isto é, aquela que tem bens, devemos pugnar pela entrega do prédio que se apossaram a Loja “Firme União”, sob os auspícios do Grande Oriente de Nápoles. Não podendo mais, esse grupo de maçons sobreviveram isoladamente, com seus recursos já esgotados, não puderam continuar competindo com o primeiro grupo que por direito se mantinham de posse de todos os bens da primitiva Loja; inclusive o título distintivo, fizeram a sua última sessão em 24 de outubro de 1904, deixando em branco o restante do Livro de Atas.
Dando sequência aos fatos em uma sessão de 24/03/1899, após a terceira convocação, o Venerável Emílio Feydit, informou que estava extinto o Supremo Conselho do Oriente de Nápoles, por não ser um Corpo legalmente conhecido, tendo José Bruno de Azevedo, um dos grandes defensores da Loja FIRME UNIÃO, comentado um relato seu, inserido em uma edição do jornal Loja FIRME UNIÃO que um Boletim do Grande Oriente do Brasil, afirmava que a mencionada da Potência Maçônica era irregular por não ter participado do Congresso Lausana — e como, os membros da Sublime Instituição, estão cientes, o Grande Oriente do Brasil não reconhece as Potências discordantes e, eles também não reconhecem o Grande Oriente do Brasil.
A filiação Ao Grande Oriente Do Rio Grande do Sul
Mesmo guardando ainda uma certa mágoa contra o Grande Oriente do Brasil, os irmãos não perderam o entusiasmo e continuaram a luta no sentido de manterem de pé as colunas da Loja, considerada de ricas tradições históricas, Tanto que em 04/04/1899, foi lida uma prancha pedindo filiação ao Grande Oriente do Rio Grande do Sul, por determinação da Oficina em 24 do mês anterior, realizado em 26 de maio do mesmo ano, sessão extraordinária para filiação da Loja FIRME UNIÃO, ao Grande Oriente do Supremo Conselho do Grau 33 e, último grau do Rito Escocês Antigo e aceito, no Estado do Sul, tendo o Irmão Orador feito a leitura do Decreto da Regularização que estava assinado pelo Grão-Mestre Antônio Antunes Ribas e pelo Grande Secretário Geral da Ordem, Francisco Gomes da Silva, selado e timbrado pelo Grande Chanceler, João Batista Pereira dos Santos, em 06/05/1899, tendo o boletim no 05 do Oriente do Rio Grande do Sul, do mês de setembro de 1899, pág. 11, publicado uma nota dizendo da satisfação de ter se filiado ao seu Grande Oriente a Loja FIRME UNIÃO, do Oriente de Campos, Estado do Rio de Janeiro.
Em 16/07/1899, realizou-se uma sessão de eleição com os seguintes resultados: Venerável Mestre — Emílio Feydit, reeleito, 1° Vigilante — José da Silva Pereira, reeleito, 2° Vigilante —Adolfo Feydit, Orador — Joaquim Venâncio da Silva, reeleito, Secretário — Antônio Joaquim da Costa Portugal, Tesoureiro — João Renne, Mestre de Cerimônias — Antônio Pereira Rangel, Arquiteto — João Francisco Serpa, reeleito, 1° Experto — Manoel da Silva e Souza, 2° Experto José Lopes Junior, Guarda do Templo — Frederico Spulinz, Deputado Dr. João Plínio de Castro Menezes, Delegado — Nilo Martins Coelho Mindello. A referida chapa consta publicada na íntegra na pág. 69 do Boletim no 6 do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, do mês de outubro e 1899. Informou o Venerável Emílio Feydit, em sessão de 30/09/1899, que a questão levantada, no Fórum Civil pelos interesses inconfessáveis de alguns, em breve terá sido dissipada e pede aos Irmãos se manterem em seus postos de honra.
Essa questão, como se sabe, foi levantada pelos membros dos 61 eliminados pela Loja em 11 de julho do ano anterior, teve a finalidade de reaver os bens da Loja a que eles se julgavam com direitos.
O Irmão Orador, em 20 de janeiro de 1910, em sessão extraordinária fez a leitura de um expediente, vindo do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, que mantinha sua sede em Porto Alegre, transcrito agora na íntegra: “Nós Dr. Jammes de Oliveira Franco, Desembargador-Presidente do Supremo Tribunal do Estado, Grão-Mestre do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, Grande Comendador da Ordem, em virtude do acordo firmado em 20 de setembro, para a União da Maçonaria Brasileira, aprovado pelo Conselho Geral da Ordem, em 20 de novembro e pela Assembléia Geral Extraordinária do Grande Oriente do Estado, em sessão constante decretamos:
– Artigo A: O Grande Oriente do Rio Grande do Sul reconhece a Supremacia do Soberano Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil, na direção Superior de assuntos concernentes à defesa da Liberdade e Direitos do Homem e tudo, que em geral tende ao bem-estar da Humanidade.
-Artigo B: As Lojas existentes no Estado do Rio Grande do Sul, sem exceção alguma e as que de futuro nele forem criadas, ficarão sujeitas a nossa Jurisdição e assim o Grande Oriente do Rio Grande do Sul não pode ter Jurisdição sobre as Lojas existentes fora do território do estado.
O Grande Oriente do Brasil, não poderá ter Jurisdição sobre Lojas existentes no Rio Grande do Sul.
Traçado na Grande Secretaria Geral do Grande Oriente do Rio Grande do Sul, aos 4 dias do mês de dezembro de 1900 — Jammes de Oliveira Franco, Grão-Mestre, José Domingues de Almeida, 33.: Grande Secretário Geral.
Ficando na história da Maçonaria em Campos, a força do idealismo daqueles maçons que foram buscar tão longe os meios para sobreviverem aos ideais que eles defendiam.
A Loja “Firme União” Volta Ao Grande Oriente Do Brasil
Loja “Honra a Saldanha Marinho”, em 24/05/1911, reuniu-se para tratar de assuntos referentes à vinda a este Oriente do Grão-Mestre Lauro Sodré (General), que na ocasião ia tratar da reintegração da Loja FIRME UNIÃO, ao Grande Oriente do Brasil e da fusão da mesma com a “Saldanha Marinho”; constando na mesma sessão como adormecida a Loja GOYTACAZ e que os Irmãos da referida Loja manifestaram o desejo de entrar na fusão. (Abro aqui um parêntese, para lembrar que a Loja GOYTACAZ, foi regularizada pelo Ato 184 de 08/08/1911, teve suas dívidas perdoadas por estar adormecida há muitos anos; acontecimento esse, já contado nas páginas que contam a história da referida Loja).
Esteve em Campos no dia 05/08/1911, o Grão-Mestre Lauro Sodré, acompanhado do Grande Secretário Pedro Muniz.
DECRETOS 441 E 444.
Os membros da Loja FIRME UNIÃO reuniram-se extraordinariamente no dia 05/09/1911 com a finalidade de lerem os Decretos 441 e 444, do Grão-Mestre — Lauro Sodré, que para esclarecimentos dos leitores, transcrevo na íntegra:
– DECRETO NO 441:
“Lauro Sodré, Grão-Mestre, Grande Comendador da Ordem Maçônica do Brasil; faz saber a todos maçons e oficiais da Federação para que cumpram e façam cumprir, que por terem cessado os motivos que deram lugar ao Decreto n° 155 de 29 de setembro de 1898, relativamente aos Obreiros da Augusta e Respeitável Loja Capitular FIRME UNIÃO, do Oriente de Campos, Estado do Rio de Janeiro, os quais voltam ao seio do Grande Oriente do Brasil Obediência de nossa Constituição e de nossas Leis.
RESOLVE:
ARTIGO 1° -A Augusta e Respeitável Loja Capitular FIRME UNIÃO, do Oriente de Campos, Estado do Rio de Janeiro, é readmitida aos Quadros das Oficinas Regulares da Federação.
ARTIGO 2° – Fica declarado sem efeito o Decreto no 155, de 29 de setembro de 1898, E.V. (ERA VULGAR).
O Poderoso Irmão Secretário Geral da Ordem, fará a notificação e publicação deste Decreto.
Gabinete do Grão-Mestre da Ordem, na cidade do Rio de Janeiro, em 15 de junho de 1911 E.V.
(ASSINADO) Lauro Sodré, 33.: Grão-Mestre e Grande Comendador da Ordem. Alcebíades Furtado, 33.:
– DECRETO NO 444
“Lauro Sodré, Grão-Mestre da Ordem Maçônica no Brasil, faz saber a todos maçons e oficinas da Federação, para que cumpram e façam cumprir, que tendo ouvido uma comissão composta de Irmãos do quadro da Augusta e Respeitável Loja “FIRME UNIÃO”, do Oriente de Campos, Estado do Rio de Janeiro, a que se refere o Decreto no 155 de 29 de setembro de 1898, não procedeu um processo regular para apurar as razões que porventura pudesse justificar os procedimentos, que nesse tempo tiveram os Irmãos daquela citada Oficina, que se manifestaram em desacordo com o Ato da Grande Secretaria, sem intuito de desobedecer as ordens das autoridades superiores da Ordem e considerando os sentimentos de amor à Instituição, que os anime no zelo e dedicação, com que voltam a colaborar na obra social, que incumbem a Maçonaria;
RESOLVE:
ARTIGO ÚNICO — Fica declarado sem efeito o mencionado Decreto n° 155 de 29 de setembro de 1898, E.V.:
O poderoso Irmão Grande Secretário Geral da Ordem fará a notificação e publicação do Decreto.
Gabinete do Grão-Mestre da Ordem na cidade do Rio de Janeiro, 10 de agosto de 1911, E.V.:
(ASSINADO) Lauro Sodré, Grão-Mestre da Ordem. Grande Secretário da Ordem, Pedro Muniz. Grande Chanceler, A. O. de Lima Rodrigues. Procedeu-se no decurso da sessão, o compromisso à nova Constituição de 24 de fevereiro de 1908 e a promessa de acordo com o ART. 335 do Regulamento Geral da Ordem, prometendo cumprir a Constituição e as Leis do Grande Oriente do Brasil.
A “Firme União” Elege Sua Diretoria
Em 31/05/1912, em sessão especial de eleição foram eleitos para o período de 1912 a 1913, os seguintes membros:
Venerável Mestre Henrique Martins de Oliveira (Coronel), 1° Vigilante João Freitas, Segundo Vigilante ? Orador — Manoel Joaquim Venâncio da Silva, Secretário — Alberto Horácio de Almeida Franco, Chanceler — Manoel Venâncio da Silva. Tendo-se dado a posse no dia 12 de julho do referido ano e, o ato foi representado pelas Comissões das Lojas: “Saldanha Marinho”, PROGRESSO e GOYTACAZ, sendo saudada a nova diretoria e exaltado o valor da anterior, ficando o produto do tronco de beneficência das quatro Lojas a cargo do Irmão Dr. João Izidro da Silva Vianna, para ser entregue à Santa Casa de Misericórdia por proposta de João Luiz Domingues Salgado.
Nesta oportunidade o Tesoureiro apresentou o balancete da Loja, do período de 01/07/1911 até 31/05/1912, constando um terreno na Rua Dr. Lacerda Sobrinho n° 50, no valor de 2.000$00 (dois mil réis) e um prédio na Avenida 15 de Novembro no 1 71, no valor de 27.000$000 (vinte e sete mil réis).
Informou em 21 de setembro, o Venerável Henrique Martins de Oliveira, que foi procurado pelo Irmão Rodolpho Uhlmann e pelo Coronel Manoel Vieira, ambos querendo alugar os altos do prédio, sendo este para a Guarda Nacional. Foi iniciado em 20/12/1912, o profano Antônio Machado. Em 1913, em uma sessão de 07 de fevereiro do citado ano, fora notificado que o ‘terreno de propriedade da Loja na Rua Dr. Lacerda Sobrinho no 50, havia sido leiloado pelo Irmão Adolfo Feydit, sendo o mesmo adquirido pelo Irmão Dr. Gregório Pereira Miranda Pinto.
Loja Goytacaz n° 00251
Fundada em 15/06/1873, no Rito Escocês Antigo e Aceito e Regularizada a 28/08 do mesmo ano. Trabalhou até 1883, quando adormeceu; reerguendo suas Colunas em 02/06/1894, conforme consta em seus Livros de Atas.
Em sessão Econômica realizada em 22/06/1894, seus trabalhos foram dirigidos pelos seguintes membros:
Venerável — Ten. Cel. Luiz Crisóstomo de Oliveira.
1° Vigilante — João Linhares Tinoco.
2° Vigilante —Antônio de Oliveira.
Orador — Ten. Cel. Manoel Leopoldino Almirante Porto.
Secretário —Antônio Joaquim da Costa Freitas. Foi lida uma proposta para ser filiado, o Maçom, Salomão Luiz Ginsburg, Ministro da Igreja de Cristo, membro da Loja Capitular “Progresso” no 0204, deste Oriente.
Não encontrei, no referido Livro de Atas, o registro da sessão em que o Pastor, Salomão L. Ginsburg, passou pela cerimônia de filiação.
No entanto, em uma Sessão realizada em 14 de março de 1895, Salomão L. Ginsburg, ocupou, interinamente, o cargo de Orador da Loja em que pediu filiação, ou foi filiado, daí para frente o seu nome não foi mais citado. Provavelmente, o missionário da Palavra de Deus foi impedido das constantes presenças; considerando ainda que pertencia a outra Loja, conforme já citamos.
Segundo fontes importantes que tenho em meus arquivos, Salomão L. Ginsburg, era Missionário Polonês, desembarcou no Rio de Janeiro em 10 de Junho de 1890.
Júlio Feydit, em seu livro “SUBSÍDIOS PARA A HISTÓRIA DOS CAMPOS DOS GOYTACAZES”, 2ª edição, p. 470, relata o seguinte: “Em 10 de outubro de 1893, o pastor Salomão Ginsburg, por causa da revolta, foi obrigado a retirar-se de Niterói, e veio tomar conta da missão Batista em Campos, achando 45 adeptos, e o fundo de 160$000 para construção de um templo.”
Em 1985, compraram os adeptos o terreno da rua Formosa, onde está atualmente edificado a igreja Batista…”
Em sessão realizada aos 06 dias do mês de julho de 1894, foi lido pelo Irmão secretário, uma comunicação do Grande Secretário Geral da Ordem, datado de 22 de junho passado, comunicando que o Grande Secretário do Grande Oriente do Brasil, em assembléia Geral, deliberou dispensar esta Augusta Loja, das cotizações durante o período em que não funcionou.
Sessão Magna de iniciação, realizada no dia 8 de setembro de 1894; foram iniciados, Francisco Muniz de Albuquerque Júnior, e Francisco de Paula Carneiro, casado, brasileiro, Guarda Livros.
Esteve presente o Respeitável Irmão, João Manoel dos Reis, membro da Loja Firme União, da qual foi Venerável, no ano seguinte — 1895.
Francisco de Paula Carneiro (Capitão Carneirinho), foi quem mandou construir o Teatro Trianon, inaugurado em 21 de junho de 1927. Sendo o majestoso prédio demolido em 1975. No local, se encontra o prédio do Banco Bradesco.
Em sessão aos 26 dias do mês de outubro de 1894, foi comunicado o falecimento dos Respeitáveis Irmãos Barão da Itaóca e Francisco Otávio Pereira Bastos.
Sessão Especial para eleição aos 28 dias do mês de setembro de 1894.
O Venerável interino, Ten. Cel. Manoel L. Almirante Porto, informou que a presente Sessão; tinha por finalidade especial, a proceder-se a eleição para dirigir os trabalhos da Oficina, durante os mandatos de 1894 a 1895.
Após a aprovação dos Irmão eleitos, foram registrados os nomes e função dos mesmos:
Venerável — Luiz Crisóstomo de Oliveira.
1° Vigilante — José de Souza Campos.
2° Vigilante — Ten. Cel. Manoel Leopoldino Almirante Porto.
Orador — Antônio José Teixeira de Freitas.
Tesoureiro — Manoel Luiz Pereira Seixas.
Chanceler — João Batista de Freitas.
Sessão aos 7 dias do mês de dezembro de 1894
Consta que foram feitos obras no prédio — compra de móveis, confecção de diplomas, 03 lustres, aparelhos para gás, pintura e tapetes. As despesas total ficaram em RZ 5.073$50.
Pelos cofres da Loja pago, uma conta de Silva Carneiro & Cia de Papel, para forração de todo prédio; importando em 205$200, e a Companhia de Gás e melhoramentos, pagou-se 280$400.
Sessão Extraordinária para Eleição em 19 de março de 1895
Venerável — Manoel Leopoldino Almirante Porto.
1° Vigilante — Manoel Luiz Pereira Seixas.
2° Vigilante — Francisco de Paula Carneiro.
Orador — Alcebides Pessanha (Dr)
Secretário —Antônio Joaquim da Costa Freitas.
Tesoureiro — José Delgado Mota.
Chanceler — João Batista de Freitas.
Hospitaleiro — Joaquim Alves de Carvalho Bastos.
Sessão realizada aos 14 dias do mês de abril de 1895
O hospitaleiro, Joaquim A. de Carvalho Bastos, cientificou a Loja, o falecimento da digna esposa do nosso Respeitável Irmão, Antônio Rodrigues do Nascimento.
Foi nomeada uma comissão dos Irmãos, Clemente dos Santos, João Linhares Tinoco e Joaquim Simões David, afim de representar esta Oficina, no funeral, e tributar a homenagem devida ao Respeitável Irmão Nascimento e mandou alugar um carro.
Sessão Magna de posse aos 18 dias do mês de maio de 1895
Os Altares foram ocupados pelos seguintes Irmãos:
Venerável — Ten. Cel. Luiz Crisóstomo de Oliveira.
1° Vigilante —Antônio Rodrigues do Nascimento.
2° Vigilante — João Batista Lopes.
Orador — Dr. Arthur Emiliano Costa.
Secretário —Antônio Joaquim da Costa Freitas.
Consta que os trabalhos foram dirigidos pelo Irmão Grau 33.:, Venerável da Loja Progresso, David Findlay.
Observação: – Estou citando esses acontecimentos, ocorridos há mais de um século, para que os leitores tomem conhecimento, do respeito e a solidariedade, com que os maçons do passado tratavam os que faleciam; sendo Irmãos de Maçonaria, ou familiares dos mesmos.
Estiveram também presentes uma comissão da Loja Firme União. Destacando-se o nome do Irmão, Cezar Roncaglia 33.:, autor do “LIVRE EDIFICAR”, conforme já citamos no capítulo sobre Os Órgãos Literários publicados pela Maçonaria em Campos.
Assim como uma comissão da Loja Progresso e da Loja, Auxílio e Virtude do Oriente de São Fidélis.
Em Sessão Magna, realizada aos 30 dias do mês de maio de 1895, o Venerável, Manoel Leopoldino Almirante Porto, fez comovente alocução referente ao passamento do Maçom Conselheiro SALDANHA MARINHO 33.:. Faleceu no Rio de Janeiro, a 27 de maio de 1895. Na Sessão anterior, realizada em 20 de maio do mesmo ano, foi lido um pedido de filiação do Irmão, Antônio Dias Torres 18.:, da Loja Firme União.
Sessão aos 13 dias do mês de junho de 1895, constou o balancete das contas da Loja, de 334$300. Uma relação mencionando, uma conta no Banco de Campos c/c, saldo a favor da Loja 15, 100 réis.
Notando, que ainda faltava receber 04 meses de aluguel dos baixos do sobrado, a contar de janeiro a abril, a razão de 301.00 réis. Aos 8 dias do mês de agosto de 1895, foram iniciados, João Izidoro da Silva Vianna, com 22 anos, solteiro, brasileiro, Guarda Livros e Antônio de Oliveira.
João Vianna, faleceu em 24 de setembro de 1941, conforme consta em notificação arquivada.
Sessão realizada em 16 do mês de setembro de 1895 foi lida uma coluna gravada da Augusta Loja Capitular Progresso, convidando esta Augusta e Benemérita Loja para representar na Sessão Magna designada para o dia 28 do mês corrente, solenizando a inauguração do novo Templo à rua 24 de Fevereiro deste Oriente. A Loja ficou ciente e altamente reconhecida por tão honroso convite; declarou o Respeitável Venerável interino, Manoel Luiz Pereira Seixas.
No dia primeiro de outubro de 1895, foi lido uma comunicação da Loja Honra a Saldanha Marinho, interprete da agradável participação de sua regularização em sessão de 09 daquele mês.
Instalação de mais uma Estrela Luminosa, que guiada por hábil Mestre, seu Respeitável Venerável interino, Antônio Dias Torres.
O irmão secretário, Costa Freitas, participou que a comissão desta Augusta Loja, nomeada para representá-lo na sessão Solene da Augusta e Benemérita Loja Progresso, realizada em 28 de setembro, próximo passado, cumpriu a sua missão, sendo dela redator o Irmão Orador adjunto, Dr. Arthur Emiliano Costa, que abrilhantou o ato com uma luminosa peça de arquitetura.
Depois da sessão realizada em 1° de outubro de 1895; destacando-se acontecimentos de suma importância; foi realizada uma sessão extraordinária para eleição no dia 13 de janeiro de 1896.
Nessa mesma data a Loja paralisou os seus trabalhos, sem comentar os motivos.
Porém a Maçonaria em sua longa história, contou sempre, com maçons idealistas e persistentes, daqueles que não o desanimam nunca, em qualquer circunstâncias; enfrentando qualquer dificuldade sobrepujantes que surgiram e surgem para interromper a sua trajetória gloriosa e milenar.
Loja Goytacaz Reinicia Atividades
Após ter constatado em seu Livro de Atas, o segundo do adormecimento da Loja Goytacaz, ocorrido em 13 de janeiro de 1896; entrei por outro caminho e narrei um pouco dos acontecimentos que envolveram a Loja Fidelidade e Virtude do Oriente de São João da Barra.
Porém, voltando às páginas do terceiro Livro de Atas da Goytacaz, constatei que a mesma Loja reiniciou os seus trabalhos em 29 de abril de 1901.
A sua diretoria estava composta petos seguintes membros:
Venerável —Antônio Joaquim da Costa Freitas.
1° Vigilante —Antônio Rodrigues do Nascimento.
2° Vigilante — Joaquim Alves Coelho Bastos.
Orador — João de Oliveira Cunha.
Secretário — (Não assinou)
Em sessão de eleição realizada em 17 de junho de 1901, foram eleitos para dirigir os trabalhos da Loja os seguintes Irmãos:
Venerável — Manoel Leopoldino Almirante Porto.
1° Vigilante —Antônio Rodrigues do Nascimento.
2° Vigilante — Carlos Maria Rodrigues.
Orador Torquino Ribeiro.
Secretário — Francisco Tertuliano da Costa.
Tesoureiro — Joaquim Alves de Carvalho.
Chanceler — José Tancredo Pereira Lobo.
A sessão Magna de Posse foi realizada em 27 de junho de 1901.
Sessão realizada aos 05 dias do mês de agosto de 1901.
O Respeitável Mestre comunicou haver-se realizado a reunião da empresa O PELICANO; ficou resolvido, que fosse arrendado ao gerente, Antônio Epifânio de Melo; ficando estabelecido o meio de pagamento da dívida da mesma empresa, da qual é responsável o nosso Respeitável Irmão, Torquino Ribeiro, e que, quanto aos aluguéis, ficou resolvido que o arrendatário, pagará a quantia de 25$000 réis mensais.
No dia 28 de junho de 1902, houve uma sessão Magna de posse da nova diretoria. O expediente constou de uma comunicação da Loja de Adoção, “ANITA BOCAYUVA”, comunicando haver nomeado uma comissão composta das seguintes Irmãs: – D. Guiomar Ramalho, Arinda Martins, Joana Tavares de Almeida, Márcia Georgina da Cruz, Josefa Gualda Espinosa, Isabel Gualda Espinosa e Adélia Ferreira; para representar na presente sessão; e outra comissão da Loja Honra A Saldanha Marinho, fazendo igual comunicação. Sendo membros da sua co-irmã, os Respeitáveis Irmãos, Francisco de Oliveira, João Antônio de Oliveira Guimarães, Antônio Epifânio de Melo, Domingos José de Freitas, Arnaldo Nunes de Oliveira Barbosa, Vicente Honório de Almeida, João Francisco, José Pereira Pinto e Alvaro dos Santos Pinto.
Estiveram também presentes, membros da Loja Progresso e Firme União.
Usaram a palavra D. Guiomar Ramalho, pela Loja de Adoção Anita Bocayuva, Manoel Francisco de Oliveira, pela Loja Honra a Saldanha Marinho, Januário Gomes da Silva, pela Loja Progresso, Joaquim Antonio da Silva Riscado, pela Firme União e João Batista Lopes, pela Loja Fidelidade e Virtude, do Oriente de São João da Barra.
Sessão do dia 22 de setembro de 1902.
O Irmão Antônio Epifânio de Melo fez um relato sobre a quantia que pagou pelos alugueis do térreo do sobrado, onde funcionou o “Pelicano”.
O 1° Vigilante comunicou que representando a Oficina, na transação da venda do “Pelicano”, assinou a respectiva escritura, recebendo no ato a quantia de 895$000, que entregou na mão do Respeitável Irmão Tesoureiro. A Loja ficou ciente, em nome da Oficina, o Respeitável Venerável, agradeceu ao Irmão 1° Vigilante, o resultado do serviço que prestou aos irmãos.
Sessão realizada aos 04 dias do mês de maio de 1903.
Venerável — Manoel Leopoldino Almirante Porto.
1° – Vigilante —Antônio Rodrigues do Nascimento.
2° – Vigilante Francisco José de Souza Viana.
Orador — Ignácio Alves da Silva.
Secretário — Francisco O. da Costa.
O Venerável, depois de longas considerações, sobre o estado em que se encontrava o prédio, onde nos achamos instalados, declarou que atualmente conta elementos necessários, para arranjar com a nossa co-irmã Progresso,para que essa Oficina se instale no Templo daquela, sobre módico aluguel, e que nossa casa submeta esse assunto a critério da oficina, a fim de que delibere sobre ele.
Nascimento e Batista Lopes; propondo este, que a Loja delegasse ao Venerável, poderes para contratar com a Loja Progresso o Aluguel e providenciasse todos os sentidos a que se fizesse quanto antes a mudança do nosso Templo.
A Oficina aprovou essa proposta por unanimidade de votos.
O Respeitável Irmão, Costa Freitas, reproduziu uma brilhante peça de arquitetura sobre a Maçonaria.
Sessão realizada no dia 18 de maio de 1903.
O respeitável Mestre, depois de diversas considerações, declarou à Oficina que tendo desempenhado a missão de que foi investido, trazia ao conhecimento do resultado obtido: que como membro Honorário, que é da Augusta e Benemérita Loja Progresso, foi assistir uma sessão, na qual ouvia daquela Oficina, estabelecendo as seguintes bases: 1° A Loja Goytacaz, propõe à sua mudança temporária para continuação dos seus trabalhos, no Templo da Benemérita Loja Progresso, designando esta, o dia e hora para as suas sessões. 2° devido ao seu estado financeiro a Loja Goytacaz pagará a Benemérita Loja Progresso a quantia de 40$000 e mais a conta do gás que gastar, conforme o número de sessões e indicação do seu tesoureiro. 3° todos os móveis, utensílios e pertences da Loja Goytacaz, ficarão depositados na Benemérita Loja Progresso, sob sua guarda, fiel depositário, e mediante seu inventário, assinado pelos tesoureiros de ambas as Lojas.
Sendo a proposta discutida naquela Oficina, o Respeitável Venerável, declarou ter concordado por parte dos seus membros, a melhor boa vontade possível, e que na sua alta sabedoria, resolveu a Benemérita Loja Goytacaz pagará mensalmente a quantia de 50$000, achando-se já concluída essa quantia a que tem de pagar pelo consumo de gás. Nessas condições, julgou ter cumprido o seu dever e a Oficina por mais esse passo que acabava de dar, e terminou propondo que se nomeasse uma comissão para a mudança.
Discutindo esse assunto, a Loja deliberou que a mudança deveria ser feita sob a administração dos Irmãos: Francisco Viana e Carvalho Bastos, ficando antes encarregados de tudo que fosse removido, a fim de ser designado um comprovante para ficar com o Tesoureiro da Loja Progresso e outro para ficar com o tesoureiro da Loja Goytacaz.
No dia 25 de maio de 1903, foi dado posse aos eleitos em sessão realizada em 09 de maio do mesmo ano.
Foram empossados em seus devidos cargos, os seguintes Irmãos:
Venerável — Manoel Leopoldino Almirante Porto.
1° Vigilante — Antônio Rodrigues do Nascimento.
2° Vigilante — João Batista Lopes.
Orador — Pedro L. de Souza Landim (advogado).
Secretário — Francisco Tertuliano da Costa.
Chanceler — José Tancredo Pereira Lobo.
O Venerável comunicou a Loja, que tendo ficado da liquidação do ‘Pelicano”, um pouco de Papel de impressão e alguns cartões, havia um pretendente para comprá-los e ofereceu a quantia de 40$000 e assim que o Irmão João Lauro, sócio da Casa Silveira Carneiro, havia proposto a comprar os lustres que serviam na nossa antiga Oficina; para que em sua sabedoria resolvesse o que fosse de direito; sobre o assunto, falaram diversos Irmãos e por unanimidade foi aprovado a venda dos aludidos objetos, pelo maior preço encontrado.
Sessão Magna de iniciação no dia 30 de junho de 1903.
Estiveram presentes uma comissão das Lojas, “Poder”, “Firme União”, “Saldanha Marinho” e “Progresso”. Foram iniciados, Joaquim Martins de Morais e Antônio de Souza Figueiredo.
Falou o Irmão José Braga, pela Loja “Poder”, Egídio Genta, pela Loja Saldanha Marinho, Viveiros de Vasconcelos (professor), pela Loja, Progresso; sendo que este último agradeceu as referências feitas pelo Irmão Orador, á sua Augusta Loja; disse que o acordo feito entre as Lojas, Progresso e Goytacaz, tinha tido por fim estreitar mais nossos destinos, amparados e protegendo-nos, mutuamente.
Sessão Magna realizada em 13 de julho de 1903.
A loja recebeu uma coluna da Augusta Loja de Adoção, Anita Bocayuva em que convidou a nossa Augusta Loja, a fazer-se representar no dia 13 deste mês, a instalação da Escola Diurna, criada por aquela Augusta Loja. —Agradeceu e respondeu-se, que esta Loja não se fez representar por uma comissão, por chegar tarde ao nosso conhecimento.
LOJA GOITACAZ – Campos (RJ).: — “Por Ato. 184 de 08/08/1911, teve todas as suas dividas perdoadas, por estar adormecida há muitos anos. Em 25/ 06/1913, fundiu-se com as Lojas, “Firme União “Cad. 0011” e “Honra a Saldanha Marinho” “Cad. 481”, ambas do GOB.; formando-se a Loja “Fraternidade Campista” “Cad. 0011”.
Com referência aos seus móveis e Utensílios, realmente estiveram guardados nas dependências da Loja Progresso. Tanto que em sessão da Loja Fraternidade Campista, realizada em 23 de julho de 1913, constou em Ata, que foram levados da Loja em que estavam guardados, para a loja Fraternidade Campista. Portanto, os referidos materiais, permaneceram guardados na Loja Progresso, por um período de dez (10) anos.
Lamentamos não poder informar os nomes dos fundadores da Loja Goytacaz; nem como foi adquirido do seu prédio; por não existir mais o seu primeiro Livro de Atas, Livro de Registro de Obreiros e outras fontes de informações. Apenas por hipótese, achamos que o seu prédio, poderia ter sido uma doação do Barão de Pirapetinga; considerando os seus grandes recursos financeiros da época, e até mesmo, por ter sido uns dos fundadores e o seu primeiro Venerável. Únicas informações que ficaram relatadas sobre a fundação dessa Loja.
Loja Honra A Saldanha Marinho n° 00481
Fundada em 21 de agosto de 1895, por alguns maçons oriundos da Loja Firme União, e de outras Lojas de Campos, regularizada em 27 de setembro do mesmo ano por Carta Constitutiva de 09 de setembro, no Rito Adonhiramita.
Primeiro trabalhou no Templo da Loja Progresso, instalando-se tempos depois em prédio próprio à Rua Barão do Amazonas n° 37; o seu primeiro Venerável interino foi Antônio Dias Torres, respeitável industrial nesta cidade; considerando que era proprietário da Torrefação do Café Brasil & Filhos, firma que após o seu falecimento, continuou sob a direção dos filhos e netos.
Essa Loja que trabalhou no Rito Adonhiramita, dava aos seus membros os chamados nomes históricos, antes dos nomes próprios; isso traz certa dificuldade para identificar os nomes próprios dos irmãos. Só pude saber a maioria dos nomes próprios e históricos, porque muitos deles se encontram relatados em páginas do Livro de Atas n° 07.
Vale a pena informar, que os nomes históricos adotados pela Loja Honra a Saldanha Marinho, são nomes de campistas ilustres, ou daqueles que fizeram de Campos sua terra natal. Assim como personalidades Brasileiras e do todas as partes do mundo, e até daqueles nomes que constam nas páginas da Bíblia Sagrada.
No primeiro Livro de Atas dessa Loja que devia ter sido iniciado na data de sua fundação, constatamos apenas Ata a partir do n° 20; relatando uma sessão ocorrida 13 de novembro de 1895. Isso indica que as páginas anteriores, onde deveriam estar lavradas as atas de n° 01 a 19, desapareceram por motivos que desconhecemos.
Nessa Ata que achamos desnecessário relatar o ocorrido naquela sessão; vamos notificar apenas os nomes próprios e históricos, aqueles membros que provavelmente haviam sido indicados para reger interinamente os trabalhos da Loja, até que fossem legalmente eleitos a diretoria definitiva.
Informamos, para maiores entendimentos, que os nomes próprios de cada irmão por mim citados, são os nomes que se encontram entre parênteses.
Os seus Fundadores Foram:
1- Antônio Pereira Rangel
2- Silvestre de Oliveira Câmara
3- Silvestre de Souza Gomes
4- Paulino Otávio Benedito
5- Antônio José de Souza Viana
6- Antônio Dias Torres
7- Antônio Rodrigues Duarte Mesquita
8-Thomaz Correa dos Santos
9- Antônio Epifanio de Melo
10- Cesar Roncaglia
11- Luiz Elói da Silva Passos
12- Joaquim Barbosa Fiuza
13- José Francisco Lopes
14- João Carlos Liabom
15- Feliciano Vieira
16- José Pereira da Matta
17- Faustino Pinheiro de Souza
18- Lourenço Feres Fernandes
Sessão realizada no dia 13 de novembro de 1895.
Venerável Conde da Torre (Antônio Dias Torres)
1° – Vigilante — Cavalheiro da Cruz Branca (?).
2° – Visconde do Rio Branco (Feliciano Vieira).
Orador — Conde da Casa Branca (Silvestre de Souza Gomes).
Secretário — Marques de Herval (Antônio Epifânio de Melo).
Em Sessão Magna de Iniciação, realizada em 15 de novembro de 1895, foi iniciado, Joaquim José Ribeiro de Freitas, – recebeu o nome histórico de Salomão.
Aos 27 dias do mês de fevereiro de 1896, foram lidas, receitas e despesas: Zelador, 1:800$000, Receita, – aluguel dos baixos (térreo), 300$000 e despesas de 2:491$000, assim calculado: juros da hipoteca do prédio 780$000, Graus, 430$000, água 52$000, esgoto, 48$000; limpeza da casa 120$000, armários, 100$000.
No dia 23 de novembro de 1895, foi realizada uma sessão de eleição, sendo a sessão de posse realizada aos 28 dias do mês de março de 1896.
Foram empossados os seguintes membros da diretoria:
Venerável — Conde da Torre (Antônio Dias Torres).
1° Vigilante — Cavalheiro da Terra Branca (?).
2° Vigilante — Marquês de Herval (Antônio Epifânio de Melo).
Orador — José Bonifácio (João Maria Pereira Soares).
Secretário adjunto — Camões (Dr. João Izídro da Silva Viana).
Estiveram presentes, uma comissão da Loja Fidelidade e Virtude do Oriente de São João da Barra, composta pelos irmãos João Batista Lopes e Joaquim da Câmara Póvoa, e membros da Loja Auxílio a Virtude do Oriente de São Fidelis, agradecendo a presença da nossa Loja na festa de posse, realizada em 21 de março, e avisando da comissão que devia representá-lo, composta dos irmãos: Antônio Ferreira Campos, Antônio Ferreira Martinho e Lúcio Peçanha. A Loja agradeceu o convite e nomeou uma comissão composta dos Irmãos: Antônio Ferreira Campos, Aurênio Gonçalves Martinho e Lourenço Peçanha. A seguir recebeu as comissões de nossas co-irmãs, assim representadas: Loja Firme União, deste Oriente, João Francisco Corrêa, Domingos Rabelo Teixeira, Manoel Joaquim Portal, Antônio Gonçalves Ratto e João Delgado J. Moraes Costa Junior.
Loja GOYTACAZ: Antônio Joaquim G. Freitas, José de Souza Campos, José Augusto Fernandes, Joaquim Simões David, Luiz Antônio Pereira, José da Costa Guimarães, Francisco José Souza Vieira e Joaquim Alves Carvalho Bastos.
Loja Auxílio e Virtude do Oriente de São Fidélis e Loja Progresso: Os irmãos, Júlio Armond, Júlio Fileto, José Nunes Teixeira, Godofredo Vasconcelos, Carlos Camargo e Gabriel Martins. Em seguida o Venerável da Goytacaz; saindo do Templo, ordenou ao Mestre de Cerimônias, que conduzi-se o Conde da Torre, afim de tomar posse do cargo de Venerável, para qual havia sido eleito.
A pedido do irmão Marquês de Herval (Antonio E. de Melo), o tronco de beneficência corrido pelo irmão Tesoureiro, foi entregue ao irmão Almirante Porto, afim de pela “Gazeta do Povo” (Jornal da época) fosse distribuída pelos pobres, o que agradeceu.
Assinaram a Ata os seguintes irmãos:
Venerável Conde da Torre (Antônio Dias Torres).
1° Vigilante — Cavalheiro da Cruz Branca (?)
2° Vigilante — Marquês de Herval (António Epifânio de Melo).
Secretário — Visconde do Rio Branco (Feliciano Vieira).
Orador adj. — José Bonifácio (João Maria Pereira Soares).
Faltando o Livro de Atas, que devia ter-se iniciado no mês de agosto de 1896, e terminado em 22 de julho de 1902. Vamos reiniciar a história dessa loja dando sequência ao Balaústre no 498, recomeçando com uma sessão realizada em 13 de agosto de 1902.
Consta que nessa sessão, a Loja recebeu uma comunicação da Loja Fidelidade e Virtude do Oriente de São João da Barra, convidando essa Loja para fazer-se presente na festa de inauguração do seu novo Templo, a realizar-se em 16 do corrente — Foi nomeado os irmãos, Carlos de Lacerda (?.
Homero (Vicente Honório de Almeida) e Carnovais Del Castilho (João Ferreira).
Em sessão de 06 de setembro de 1903, foi iniciado, Antônio Fernandes Costa; recebeu o nome histórico de Galileu.
Sessão aos 04 dias do mês de março de 1903, constou uma proposta para fazer parte do seu Quadro Maçom, Enrique Meirelles Cáspary, Grau 30, 23 anos, solteiro, Venerável da co-irmã “Poder”, recebeu o nome histórico de HENRIQUE NAVARRO.
Em 21 de março de 1903, filiou-se o Maçom, Benedito Paulo dos Santos, também da Loja “Poder”, recebeu o nome histórico de Amor.
Os trabalhos foram dirigidos pelo Venerável interino, Marquês de Herval (Antonio Epifânio de Melo).
A Sessão de eleição ocorreu em 27 de junho de 1903, sendo empossados, a seguinte diretoria:
Venerável —Visconde do Rio Branco (Feliciano Vieira).
1° Vigilante — Marquês de Herval (Antônio Epifânio de Melo).
2° Vigilante Omero (Vicente Honório de Almeida).
Orador — André (?)
Secretário — Floriano Peixoto (?).
Em reunião realizada em 07 de março de 1905, o Irmão, Henrique Dimas, lembrou que a Companhia de Força e Luz, ia deixar de fornecer o gás, e não podendo essa Loja, munir-se de luz elétrica, era tempo de tratar-se dos meios do gás acetileno. Manifestando-se todos Irmãos de acordo com a proposta. Posto em votação foi aprovado, com urgência tratar daquele melhoramento.
A sessão de 06 de setembro de 1905; conforme já vinha acontecendo há uns meses antes; por motivos internos, foi realizada no Templo da Loja Progresso.
A Sessão Econômica de 22 de novembro do mesmo ano, já foi realizada em templo próprio. E em 11 de novembro de 1908, foi lido uma comunicação do Grande Secretário Geral, nº 396 de 23 de outubro próximo passado, constando que foi esta Benemérita Oficina, isenta de suas cotizações anuais até o exercício de 1907 a 1908.
O Respeitável Venerável, depois do silêncio das Colunas, disse que tendo se liquidado a antiga dívida hipotecária e presentemente conseguiu do Grande Oriente do Brasil, por um decreto dispensou do pagamento de cotizações devida por esta Benemérita Loja, até o final do exercício de 1907 a 1908, acha-se a Oficina no atual momento livre e desembaraçada de todo e qualquer compromisso de dividas, e assim congregava com os Irmãos para o levantamento moral desta Benemérita Loja que adormecia.
Sessão de Eleição aos 25 dias do mês de novembro de 1908.
Os candidatos aos respectivos cargos foram:
Para Venerável — Conde da Torre (Antônio Dias Torres).
1° Vigilante — Pierre de Lachan (Eudóxio de Brito Falcão).
2° Vigilante — Pierre Laelbom (João Batista Lopes).
Orador — Don Pan do Bonfim
Secretário — Amor (Benedito Paulo dos Santos).
Chanceler — Crispe (Antônio Teixeira C. Chaves).
Tesoureiro — Carnovais Del Castilho (João Ferreira).
Hospitaleiro adj. — Campeador (Henrique Damas).
A posse dos eleitos ocorreu em Sessão Magna, aos 16 dias do mês de dezembro de 1908.
O respectivo Livro de Atas terminou em 13 de janeiro de 1909.
Sessão em 23 de março de 1910.
O Irmão 1° Vigilante, pediu que fosse enviado ao Irmão Nilo Peçanha, Presidente da República, um ofício de felicitações pela sua enérgica e patriótica resposta dada ao Frade Beneditino, na questão que havia se discutido, de pretender aquele Frade apossar-se de propriedade nacional, dizendo pertencer ao Mosteiro. Leu-se também trecho do jornal que noticiou os fatos.
Em 12 de setembro, constou o pedido de dez mil réis em moedas para o Irmão Eduardo Nogueira, membro da Loja Goytacaz, que se achava enfermo e sem recursos — assinado por um Irmão do Quadro.
Em Sessão Magna de filiação, no dia 09 de janeiro de 1911, foi filiado o Irmão, José D’Angelo, adotou o nome histórico de Barão do Amazonas; esse Irmão era também membro da Loja “Poder”.
A primeira referência encontrada em Ata sobre a fusão das Lojas, Honra a Saldanha Marinho e Firme União, aconteceu em sessão de 22 de maio de 1911. Constou que o Grão-Mestre Dr. Lauro Sodré, viria a Campos para realizar esta questão, e consta ainda que a Oficina muito se elevará com aquela fusão; pedindo que a Loja se manifestasse a respeito. Falou o Respeitável Mestre, Visconde do Rio Branco (Feliciano Vieira) e disse ser conveniente marcar uma sessão especial para tratar do assunto.
Sessão em 24 de maio de 1911,
O Venerável Mestre comunicou que devemos receber o Poderoso Irmão Dr. Lauro Sodré, Grão-Mestre da Maçonaria Brasileira, que vem a este Oriente tratar da regularização da Loja Firme União e que essa sua passagem, é de grande utilidade; fundir aquela Loja, com a Loja Honra a Saldanha Marinho, e pede que a Oficina se manifeste a respeito — autorizando as Luzes, transigir com os Irmãos da Loja Firme União e sobre o título, depois da fusão — 2ª parte, para que os Irmãos se manifestassem sobre a mudança do título, depois da fusão — 3ª parte, nomear-se comissões internas para receber o Poderoso Grão-Mestre.
Pede a palavra o Irmão Ambrózio Parê (João Francisco de Azevedo Cruz). Enaltecendo os Obreiros da Loja Firme União, dizendo que naquela Oficina, não havia elementos maus e que eram em sua maior parte dignos do nosso Quadro, e para provar o Venerável desta Oficina e muitos Irmãos do Quadro, assim como ele são filhos da Loja Firme União; manifestando favorável a fusão e mantendo-se o título de Firme União.
Pede a palavra o Irmão Orador interino, José Bonifácio (João Maria Pereira Soares), e disse que conveniente para melhor relação desta questão, que a casa deve votar, autorizando as Luzes a regularizar a Loja Firme União, por estar adormecida e tratar-se da fusão das Lojas, porque nada tem que ver, senão depois de regularizada aquela Oficina, sendo também favorável a fusão — falou o Irmão, Marquês do Herval (Antônio Epifânio de Melo), e disse que a Loja Firme União, tem em seu seio, Irmãos de reputação elevada, e que aqueles Irmãos só podem trazer bons elementos para a Loja Saldanha Marinho, com a fusão; se aquela Loja está adormecida, é devido uma divergência que houve entre seus Irmãos, que por infelicidade a questão caiu no foro profano, e que ainda não está liquidada, motivando desgosto daqueles Irmãos, assim como trouxe a desconsideração e aborrecimento entre as Lojas deste Oriente, e de outros Estados; porque a Loja Firme União tem um nome tradicional por ser das mais antigas, mas que feita a fusão, votará pelo título, Honra a Saldanha Marinho.
Pede a palavra o Irmão, Conde do Cruzeiro (o nome próprio, ainda é desconhecido por mim), e disse fazer suas as palavras do Irmão Aprendiz, Euclides Carvalho, sobre a fusão, dizendo ser também de acordo, mas continuando o título — Loja Honra a Saldanha Marinho, o Irmão Ambrózio Poré (João Batista Lacerda Sobrinho), é de opinião continuar o título, Firme União, pela sua antiguidade — Falou o Irmão 1° Vigilante, dizendo, ser de acordo com a fusão, mas a continuação do título, Loja Honra a Saldanha Marinho. O Respeitável Mestre disse que não entregava o malhete ao seu substituto legal, em razão do adiantado da hora, mas que também era de opinião, não ser extinto o nome desta Loja, pois que aquele nome é tradicional, na Maçonaria; assim como no mundo profano, sendo de acordo com a fusão, e disse ainda que alguns Irmãos da Loja Goytacaz, que se acha adormecida, também desejam a fusão daquela Oficina e com isso ceder bons elementos a Maçonaria, e para a nossa Loja; terminando, disse que era com maior satisfação, ver fundida todas as Lojas em uma, porque assim podemos ter um arquivo especial e bem organizado, satisfazendo todos os Irmãos mutuamente. Falou o Irmão Orador interino, dizendo que a comissão foi encarregada da regularização e fusão, – disse ainda que não medirá esforços para manter o título de Loja Honra a Saldanha Marinho.
No dia 26 de maio de 1911, foi iniciado, Manoel Ritter Vianna; recebeu o nome histórico de Visconde de Mauá.
Sessão Magna de posse dos eleitos em 1° de julho de 1911, para administração de 1911 a 1912.
Estiveram presentes, uma comissão da Loja Progresso e Goytacaz. Representadas pelos Irmãos: Joaquim Simões David, Acácio Morais, Francisco José Viana e Tertuliano da Costa.
O Respeitável Mestre, mandou dar ingresso no Templo as excelentíssimas famílias, sendo recebidos sob uma bateria de palmas e abóbada de aço. Assumiu a presidência, o Respeitável Inspetor da Ordem, David Findlay. Em seguida falou o Relator da Comissão da Loja Goytacaz, o Respeitável Irmão, Joaquim Simões David, enaltecendo o acontecimento.
Em 21 de julho de 1911, foi iniciado, Paschoal Raso, nascido em 30 de novembro de 1885, italiano, solteiro, negociante, recebeu o nome histórico de Miguel Angelo.
Sessão Extraordinária em homenagem ao Poderoso Grão-Mestre, aos 05 dias do mês de agosto de 1911.
Em Sessão aos 14 dias do mês de agosto de 1911; o Venerável Mestre ordenou ao Secretário, que oficiasse também a Companhia de Navegação de São João da Barra e Campos, agradecendo muito o ato significativo, prova de consideração, pondo o Vapor “Caixeiro” — a disposição do nosso Soberano Grão-Mestre, Lauro Sodré, para fazer a visita a Usina das Dores —Ao Coronel, Antônio Ferreira Saturnino Braga, agradecendo a finesa de colocar a disposição a banda para recepção do nosso Soberano Grão-Mestre ao respeitável Irmão, Antônio Gonçalves Ratto, agradecendo as bombas para as salvas, a entrada do nosso Grão-Mestre, neste Oriente.
Em sessão no dia 21 de agosto de 1911, o Respeitável Irmão Joaquim Nabuco (?), informou a Loja que o Irmão Joaquim Simões David, Venerável da Benemérita Loja Goytacaz, se achava enfermo.
Em 25 de setembro de 1911, o Respeitável Mestre, procedeu a leitura da prancha do Respeitável Conde da Torre, pedindo a Loja, que na qualidade de Venerável da Loja ‘Poder” e tendo aqueles Irmãos de se reunir, que lhe seja concedido o nosso Templo para tal fim, posta em discussão, foi aprovado, o Venerável agradeceu a Oficina.
Sessão Econômica aos 23 dias do mês de outubro de 1911, foi nomeada uma comissão de Irmãos, para assistir a missa do 70 dia do Irmão, Barão da Lagoa Dourada (Oscar Fraga P. Machado), sendo nomeados os seguintes Irmãos: Carnovais Del Castilho (João Ferreira), Guarda da Torre (Antônio Dias Torres), e Homero (Vicente Honório da Almeida).
No dia 05 de janeiro de 1912, foi iniciado, Cezar Nascente Tinoco, brasileiro, nascido em Macaé a 02 de dezembro de 1844, solteiro, funcionário público Federal, e residente à Rua Tenente Coronel Cardoso n° 108.
Recebeu o nome histórico de FRANCISCO OZÓRIO. Na mesma data, foi também iniciado, Elias José Rodrigues, recebeu o nome histórico de LUIZ GAMA. Com isso estou corrigindo uma falha que se encontra em meu livro publicado em 1997; onde informei que Cezar Tinoco, recebeu o nome histórico de LUIZ GAMA. Na realidade, quem recebeu o nome de Luiz Gama, foi Elias José Rodrigues, iniciado na mesma data.
Em reunião realizada em 30 de abril de 1912, o Venerável Mestre, leu uma prancha relatando a compra do prédio no 18, da Rua do Mafra, (atual Dr. Inácio de Moura), fundos do prédio de nossa Loja, digo, nossa Benemérita Oficina, arrematando em leilão, pela quantia de 800$000 (oitocentos mil réis), sujeito a despesas.
Tudo indica, que o imóvel comprado pela loja Saldanha Marinho, era do lado esquerdo da atual Rua Dr. Inácio de Moura, já próximo a Rua Barão do Amazonas; tanto que o mesmo terminava nos fundos, ou ao lado do prédio da Loja, que tinha sua fachada localizada para a frente da Rua Barão do Amazonas, onde depois de vendido pela Loja resultante da fusão, foram por muitos anos realizados os cultos evangélicos da igreja Presbiteriana. Igreja que comprou o referido prédio. Só no início ou meados dos anos 1970, o prédio foi demolido, e no local, construídas casas comerciais.
Em sessão de iniciação, realizada em 15 de março de 1912, foi iniciado, Salvador Ritter Viana, adotou o nome histórico de Padre Antônio Feijó.Em 18 de março de 1912, o Venerável Mestre, lembrou, que achava-se normalizado os trabalhos da Loja Firme União, sabendo-se que os mesmos estavam sendo realizados no Templo da Loja Progresso.
Sessão Magna de posse, aos 22 dias do mês de junho de 1912 estiveram presentes as seguintes comissões:
Comissão da Benemérita Loja Progresso – Alípio Dória,Dásio Loureiro, Damázio Gomes da Silva, João Luiz dos Santos Guimarães, Paulino Augusto Roiz de Azevedo, Raphael Mastrangeli, Francisco Bento Tavares, Luiz Pereira da Rocha, e Vicente de Miranda Nogueira.
Comissão da Loja Firme União — João Domingues Salgado, Joaquim Manoel Venancio da Silva, Antônio Joaquim da Costa Portugal, Amélio R. do Amaral, Adolpho Feydit e José Maria Ramos.
Comissão da Loja Goytacaz — Acácio de Morais, Dr. Arthur Costa, Joaquim Simões David e João Batista Lopes.
Em reunião ocorrida em 02 de setembro de 1912, o Venerável Mestre, disse que por ocasião do falecimento da inditosa filha do nosso Irmão, Monte Auverne (Antônio Ribeiro Peixoto), esteve presente e acompanhou o funeral, e fez tensões de comparecer na missa que será amanhã às 08 e meia, na Matriz de N. S. do Terço; Mas como a Loja aboliu as comissões, para se fazer presente, deverá mandar um ofício ao Poderoso Monte Auverne, dando-lhes as condolências. Sete de abril de 1913, o Irmão Victor Magalhães, agradeceu a Loja, o comparecimento da digna comissão, e visita dos Irmãos em sua casa, por ocasião do acontecimento com ele na Rua 13 de Maio, no encontro com a carroça do Correio, felizmente foram ferimentos leves.
O Venerável Mestre, Visconde do Rio Branco, continuando com a palavra disse: Que a fusão das Lojas, Firme União, Goytacaz e Saldanha Marinho, se acha bem adiantado, convidou os membros para se reunirem em família, quarta-feira, dia 10 às 08 horas da noite, na sede de sua Loja (Saldanha Marinho), para tratar da fusão e acertar as bases; o que foi aprovado.
Em 11 de abril de 1913, foi iniciado, Francisco Del Coré, italiano, nascido em 04 de setembro de 1876, casado, negociante e residente neste Oriente, adotou o nome histórico de Cavaraur.
Em sessão realizada em 14 de abril de 1913, o Venerável, procedeu a leitura de uma prancha da Loja “Poder”, assinada pelo Respeitável Irmão Amor.
Censurando a nossa Oficina por não se lembrar da existência de sua Loja, como se lembrou das Respeitáveis Lojas, Firme União e Goytacaz, no momento da fusão, por prancha oficial — sobre o assunto, falou diversos Irmãos, ficando resolvido para entender-se com o Respeitável Irmão Amor, uma comissão composta de três Irmãos…
LOJA HONRA A SALDANHA MARINHO DISCUTE FUSÃO
Em Sessão especial, realizada no dia 28/04/1913 a Loja “Saldanha Marinho”, presidida pelo Venerável Mestre Feliciano Vieira, reuniu-se para debater a proposta de fusão com as Lojas “Firme União” e “Goytacaz” e informou que esta iniciativa foi publicada em edital nos jornais “MONITOR CAMPISTA”, “GAZETA DO POVO” e “FOLHA DO COMÉRCIO”, de acordo o Art. 228 do Regulamento Geral da Ordem. O Venerável Mestre informou que trazia o tema para apreciação com orgulho e satisfação porque a proposta de fusão não era motivada por questão financeira pois que as finanças das Lojas eram prósperas e solidas. A fusão tinha-se em mira um fim elevado, que é de se unificar todas as Lojas do nosso Oriente, tornando-se assim a Maçonaria em Campos um todo homogêneo e forte pela união. Era, portanto, compreensão nítida dos fins grandiosos, que ditava a resolução que se toma por amor da confraternização completa, de todos aqueles que se congregam sobre proteção Maçônica.
Acrescentou que as Lojas “Firme União” e “Goytacaz”, já tinham realizado sessões extraordinárias, em que aprovaram a fusão com a Loja “Saldanha Marinho”, sendo sugerido adotar-se o nome “TRÍPLICE ALIANÇA” para o novo título distintivo, sendo este um dos nomes dados a escolha em reunião das Luzes e Dignidade, das Lojas envolvidas em reunião em família, no nosso Templo. Após as explicações iniciais, colocou a proposta em votação, sendo a fusão aprovada. A seguir o Venerável Mestre franqueou a palavra para a discussão sobre o título distintivo a ser adotado para a nova Loja. Usaram da palavra o Poderoso Irmão, Marquês do Herval (Antônio Epifânio de Melo), que fez ponderadas considerações, concluindo que deveria adotar o título distintivo de TRÍPLICE ALIANÇA, não só por já terem outras duas Lojas resolvido este título, como por ser o que mais significa dentre os três oferecidos a escolha: TRÍPLICE ALIANÇA, FRATERNIDADE CAMPISTA, ou HONRA A UNIÃO GOYTACAZ.
Assim propunha que se fizesse votar a sua proposta, para que fosse também resolvido o título de TRÍPLICE ALIANÇA; nesse ínterim, foi franqueada a entrada no nosso Augusto Templo, o Respeitável Irmão, Robspierre (João Francisco de Azevedo Cruz), que em seguida pediu a palavra e leu uma brilhante peça de oratória, exaltando o nome de Saldanha Marinho, o zeloso Irmão que tantos serviços prestou a causa em vida, e terminou propondo que se adotasse o nome da nova Loja, UNIÃO SALDANHA MARINHO. O Venerável Mestre, Visconde do Rio Branco (Feliciano Vieira), declarou ao Respeitável Irmão Robspierre (João F. de Azevedo Cruz) que já havia uma proposta sobre o assunto, apresentada pelo Irmão Antônio E. de Melo, antes da sua entrada, – este concordou que a votação da sua proposta, ficasse dependendo da aprovação ou rejeição da primeira. Em seguida usou da palavra o nosso Poderoso Irmão, Conde da Torre, que se manifestou de acordo com a proposta do Respeitável Irmão João Francisco de Azevedo Cruz, declarando o seu voto em favor da conservação do nome SALDANHA MARINHO, justificando o seu voto, o Irmão Conde da Torre (Antônio Dias Torres), ergueu uma epopeia, ao seu amor a casa de que foi um dos fundadores, demonstrando seu amor ao título desta Loja, usou da palavra o Irmão Camões (Dr. João Izidro da Silva Viana), que fez uma brilhante peça de oratória, filha direta do seu talento e seu altivo, manifestando de acordo com a fusão que julgou um acontecimento, porém, que discordava do título TRÍPLICE ALIANÇA, por julgar esse nome afronta. Disse que não fazia questão de nome.
Mas com tudo isso, ficou aprovado o Título de HONRA A SALDANHA MARINHO.
Última sessão da Loja Honra a Saldanha Marinho foi realizada em 23 de junho de 1913.



